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Apoio de Aécio a Azambuja dá dois palanques a Dilma em MS, diz Jerson

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), classificou, nesta quarta-feira (18), a visita do senador Aécio Neves (PSDB-MG) a Campo Grande para o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja (PMDB) a prefeito da Capital como o marco do fim da aliança com os tucanos em Mato Grosso do Sul. “Eles estão […]

Arquivo Publicado em 18/04/2012, às 15h14

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), classificou, nesta quarta-feira (18), a visita do senador Aécio Neves (PSDB-MG) a Campo Grande para o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja (PMDB) a prefeito da Capital como o marco do fim da aliança com os tucanos em Mato Grosso do Sul. “Eles estão rompendo o embrião”, afirmou.


A consequência do fim da parceria seria o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). “A vinda do Aécio para lançar o Azambuja me coloca no palanque Dilma”, declarou o deputado. Para ele, se o PSDB quisesse o apoio do PMDB na sucessão presidencial, em 2014, atenderia o apelo para manter aliança na Capital. “Nós queremos o Reinaldo, já o chamamos para voltar para casa, mas eles ignoram o nosso apelo”, disse.


Diante da insistência dos tucanos, Jerson não vê motivos para o PMDB deixar de reproduzir aliança nacional com o PT em Mato Grosso do Sul. “A Dilma terá dois palanques aqui”, disse referindo-se ao palanque do candidato a governador do PMDB e do PT, partidos que devem polarizar a disputa pelo Governo do Estado.


Em 2010, o PMDB de Mato Grosso do Sul apoiou o tucano José Serra na corrida presidencial. Na eleição, o partido não aceitou a presença de Dilma em dois palanques no Estado. A decisão interrompeu boa relação do governador André Puccinelli (PMDB) com a então ministra-chefe da Casa Civil. Na semana passada, no entanto, os dois reataram a proximidade em audiência em Brasília. Inclusive, teriam falado sobre política, mas Puccinelli mantém em segredo o teor da conversa.


A tendência, em 2014, é Dilma enfrentar Aécio Neves na disputa pela sucessão presidencial. Para fortalecer seu projeto, o senador vem apoiando candidaturas tucanas a prefeito, principalmente, nas Capitais. É o caso de Campo Grande, onde Aécio estará nesta quinta-feira (19) para lançar Azambuja na corrida pela sucessão da prefeitura.

Jornal Midiamax