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África do Sul e China suspendem compra de carne bovina do Brasil

África do Sul e China suspenderam a compra de carne bovina do Brasil, segundo informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira. O órgão divulgará ainda hoje um comunicado sobre a suspensão. Também hoje, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) afirmou que não existe justificativa técnica para nenhum país suspender as importações por […]

Arquivo Publicado em 13/12/2012, às 20h25

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África do Sul e China suspenderam a compra de carne bovina do Brasil, segundo informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira. O órgão divulgará ainda hoje um comunicado sobre a suspensão.



Também hoje, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) afirmou que não existe justificativa técnica para nenhum país suspender as importações por conta da confirmação de um animal morto em 2010 com o agente causador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecido como mal da vaca louca.



A entidade privada do principal exportador global de carne bovina do mundo ainda trabalha junto aos clientes para evitar que embargos como o anunciado pelo Japão se repitam. “Se isso acontecer (embargo), o Brasil tem todo o direito de contestar a decisão na OMC (Organização Mundial do Comércio)”, afirmou Fernando Sampaio, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), em entrevista à Reuters.



O caso “atípico” do EEB foi descoberto em animal que morreu em 2010, no Paraná. O Ministério da Agricultura informou na última sexta-feira que a fêmea morta possuía o agente causador da doença, uma proteína chamada príon, que pode ocorrer espontaneamente em bovinos mais velhos e que poderia ou não causar a doença. Para o ministério, o Brasil não tem a doença da vaca louca.



Sampaio ressaltou que, no mesmo dia, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reafirmou a classificação brasileira como risco insignificante para a doença. A Rússia, um dos principias mercados da carne bovina do Brasil, também sinalizou que poderia suspender as importações, mas não emitiu uma decisão sobre o assunto até o momento.



O executivo lembrou que os Estados Unidos e até o Japão já tiveram situações semelhantes. Nos EUA, o caso atípico foi encontrado em uma vaca leiteira que não entrou na cadeia, e eles não tiveram barreiras comerciais, observou o executivo.


Jornal Midiamax