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Acadêmicos da UEMS protestam por falta de infraestrutura e corte de verba

Os acadêmicos da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) fizeram uma manifestação cultural na noite desta quarta-feira (29) no campus de Campo Grande para protestar contra a falta de infraestrutura da Universidade, assim como o corte de verbas. O representante da unidade de Campo Grande, Daniel Abrão, explica que os alunos não têm […]

Arquivo Publicado em 29/08/2012, às 23h36

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Os acadêmicos da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) fizeram uma manifestação cultural na noite desta quarta-feira (29) no campus de Campo Grande para protestar contra a falta de infraestrutura da Universidade, assim como o corte de verbas.


O representante da unidade de Campo Grande, Daniel Abrão, explica que os alunos não têm cantina, linha de ônibus para facilitar o acesso, anfiteatro nem sala de aula suficiente.


“Nossa autonomia financeira foi perdida há cinco anos e agora tudo passa pelo Governo do Estado, que não tem investido na estrutura básica de atendimento para os estudantes. Não há lugar para orientações acadêmicas com os professores, não há anfiteatros nem salas suficientes. As três turmas de Artes Cênicas tem aulas na escola Hercules Maymone”, enfatiza.


Além disso, a faculdade enfrenta problemas com o corte de 20% no orçamento. “Não há de onde cortar. Ao todo, os 15 campus recebem R$ 70 milhões para a gestão, mas é um dinheiro que paga apenas a folha de pagamento dos funcionários e manutenção dos cursos. Não nos sobra nada para investir”, disse Daniel.


Um anexo ao prédio seria construído, mas as obras pararam por causa da mudança da sede, que será feita em 2015 para um terreno próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. “Os alunos só tem a perder com isso, porque ano que vem os cursos passam por avaliação e não temos nem a estrutura básica”.


Fabíola Brandão, do Movimento Acadêmico, relata que as aulas precisam terminar mais cedo para que os alunos não percam o ônibus. “A linha do bairro passa de 40 em 40 minutos, temos que terminar as aulas antes das 22h para que ninguém fique sem voltar para casa”.


O acadêmico de Artes Cênicas Eduardo Menezes relata que as três turmas do curso se sentem deslocadas no prédio da escola Hércules Maymone. “Se o aluno quer entrar na universidade para ver como é a vida acadêmica, pode esquecer. A gente convive com o ensino médio de uma escola e quer estar aqui neste prédio. O problema maior é que eles não nos aceitam lá e sofremos homofobia. Uma colega teve o cabelo queimado por alunos da escola”, relata.


Para este sábado (1°) e 7 de setembro estão previstas mais manifestações, até que o governador André Puccinelli receba o sindicato para falar pontualmente dos problemas e quais possíveis soluções para a UEMS.

Jornal Midiamax