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Zeolla julgado: defesa briga por inimputabilidade e acusação por pena mínima de 12 anos

Procurador de Justiça aposentado matou o sobrinho numa emboscada. Desde o crime, em março de 2009, o réu, que alega problemas psiquiátricos, é mantido em hospital

Arquivo Publicado em 21/06/2011, às 11h28

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Procurador de Justiça aposentado matou o sobrinho numa emboscada. Desde o crime, em março de 2009, o réu, que alega problemas psiquiátricos, é mantido em hospital

Dois anos e três meses após matar a tiro o sobrinho de 24 anos de idade, senta hoje no banco dos réus, em Campo Grande o procurador de Justiça aposentado Carlos Zeolla, 46. Pelo crime, homicídio qualificado, em caso de sentença, Zeolla pode pegar uma pena que varia de 12 a 30 anos de prisão. Desde o assassinato, o réu cumpre prisão num hospital particular da cidade por alegar problemas psiquiátricos.

Zeolla matou Cláudio Alexander Joaquim Zeolla com um tiro na cabeça. O rapaz saia de uma academia, na rua Bahia, quando fora alvejado por um único disparo. Cláudio empurrava uma bicicleta e nem sequer viu o tio que o atirou por trás.

O crime ocorreu por volta das 8 horas da manhã do dia 3 de março de 2009. Cinco horas depois, o rapaz morreu na Santa Casa.

À polícia, ele disse ter atirado contra o sobrinho por uma razão familiar: Cláudio Zeolla teria batido no avô, Américo Zeolla, pai do procurador. Essa versão foi investigada em segredo de Justiça e nunca se soube se o réu falou a verdade, ou não.

Após o crime, o procurador aposentado quis se livrar da arma e da autoria do crime. Ele seguiu com seu carro, que era dirigido por um menor de idade, até a saída da cidade e jogou a arma num córrego. Quando retornava para a casa, no Monte Castelo, os policiais já o aguardavam. É que testemunhas anotaram a placa do veículo, um Fiesta, o que facilitou a investigação.

Na delegacia, Zeolla relutou para confessar o crime, mas fez isso após umas seis horas de depoimento.

Da delegacia, ele foi levado até uma cela do Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos a Bancos e Sequestros), que ficava ao lado shopping Campo Grande. Três depois, Zeolla foi levado para o hospital alegando problemas psiquiátricos, onde permanece até hoje. Ou seja, nesses dois anos passados, ele ficou apenas três dias na prisão pelo crime.

O advogado Ricardo Trad, defensor de Zeolla, acredita que o réu seja considerado inimputável pelo corpo de jurado. No caso, se condenado, ele pegaria dois terços da pena, que varia de 12 a 30 anos.

O julgamento, já iniciado e que deve durar o dia todo, será conduzido pelo juiz Alexandre Tsuyoshito. A acusação será tocada pelo promotor de Justiça Fernado Zaopa e Trad, age na defesa de Zeolla. Quatro homens e três mulheres compõe o corpo de jurados. 

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Jornal Midiamax