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Vídeo revela crueldade no abate de onças por estrangeiros em “safáris” no Pantanal: Confira

Cenas fortes gravadas em vídeo fazem parte do inquérito da Polícia Federal que investiga o esquema de caça no Pantanal. Os "safáris" em terras brasileiras era comercializado para estrangeiros como "turismo de aventura" em Mato Grosso do Sul.

Arquivo Publicado em 07/05/2011, às 09h58

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Cenas fortes gravadas em vídeo fazem parte do inquérito da Polícia Federal que investiga o esquema de caça no Pantanal. Os “safáris” em terras brasileiras era comercializado para estrangeiros como “turismo de aventura” em Mato Grosso do Sul.

Cenas fortes gravadas em vídeo fazem parte do inquérito da Polícia Federal que investiga o esquema de caça no Pantanal sul-mato-grossense. Os “safáris” em terras brasileiras era comercializado para estrangeiros como “turismo de aventura” em Mato Grosso do Sul.


A Polícia Federal informou que recebeu o vídeo de um estrangeiro. Ele teve acesso às imagens fora do Brasil. O áudio em inglês, original do material enviado, revela a crueldade dos caçadores no abate de onças, inclusive espécies em risco de extinção.


O material foi produzido profissionalmente com tom publicitário para vender as “belezas do Pantanal” como cenário para a aventura da caça a animais silvestres protegidos pela legislação ambiental do Brasil.


As investigações da Polícia Federal contaram com suporte do Ibama-MS (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) e culminaram na operação Jaguar II, que apreendeu peles e partes de animais caçados, além de muita munição e armamento da Fazenda Santa Sofia, que fica em Aquidauana, a 130 quilômetros de Campo Grande.


“Reserva Natural”


O flagrante do material supostamente utilizado para safáris no Pantanal na Fazenda Santa Sofia causou constrangimento e surpresa entre setores ambientalistas regionais. A fazenda é uma “Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)”.


A dona das terras, Beatriz Rondon, faz parte da Associação de Proprietários de Reservas Particulares de Mato Grosso do Sul (REPAMS). Ela confirmou à imprensa a apreensão realizada pela PF, mas não quis comentar o caso.


Segundo René Siufi declarou à imprensa, os restos de animais apreendidos, como peles, crânios e chifres de animais, seriam peças antigas, “de caçadas realizadas há mais de 40 anos”. Ele garante que o armamento aprendido na fazenda está em situação legal porque a fazendeira seria uma colecionadora.


Ele negou que haja caçadas nas propriedades de Beatriz Rondon.


Confira o vídeo disponibilizado pela PF e veiculado pelo G1:






(Com informações do G1)
Jornal Midiamax