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VÍDEO: Detento denuncia entrada de produtos proibidos em presídio de Mato Grosso do Sul

Em vídeo, detento confirmou informações de que servidora lotada no presídio de Dois Irmãos do Buriti estaria facilitando entrada de celulares com carregadores na unidade penal.

Arquivo Publicado em 11/11/2011, às 18h24

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Em vídeo, detento confirmou informações de que servidora lotada no presídio de Dois Irmãos do Buriti estaria facilitando entrada de celulares com carregadores na unidade penal.

No dia 9 de setembro deste ano cinco celulares com carregadores foram encontrados na copa do Estabelecimento Penal de Segurança Média de Dois Irmãos do Buriti. A partir daí, o detento que era responsável pelo setor, identificado pelo nome de Guilherme, decidiu que não iria mais “fazer vistas grossas” sobre o que acontecia, não assumiria a prática e então resolveu denunciar um esquema de corrupção que ele afirma ter envolvimento de funcionários lotados na unidade e presos.

Segundo denúncia de Guilherme, parte delas gravadas por um agente penitenciário que cumpre expediente na unidade de Dois Irmãos do Buriti, os celulares que estavam escondidos na copa seriam entregues para determinados presos que cumprem pena naquele presídio. O ponto forte da denúncia, conforme o detento, é que a assistente social lotada na unidade é quem estaria fazendo o esquema de corrupção.

A reportagem teve a informação de que no dia que os celulares foram flagrados na copa do presídio estavam embrulhados em um vestido velho e dentro de uma sacola plástica. Exalava forte odor do pacote que parecia cheiro de esgoto. Um detento por apelido Rosquinha seria o responsável em apanhar os celulares e os carregadores, levar para a sala da assistente social e depois a distribuição seria feita, conforme Guilherme.

Depois do flagrante, foi determinado que Guilherme fosse levado para a cela forte (local onde ficam presos isolados por infringir regras). O detento ficou lá por dez dias e depois voltou para o pavilhão.

O agente que flagrou os celulares, conforme trâmites hierárquicos, acionou o oficial de dia que foi até o local e certificou que a situação era verídica e grave. A reportagem teve a informação de que o diretor da unidade prisional, Fúlvio Ramires da Silva, teve conhecimento dos fatos, porém o boato é que a assistente social apontada como a responsável pela facilitação de celulares na unidade continua cumprindo expediente. Além disso, o diretor teria dito para “deixar quieto”, mas teria sido enviado relato à Agepen (Agência Estadual do Sistema Penitenciário).

Depois do episódio a informação é que a Gisp (Gerência de Inteligência da Segurança Pública), que é órgão de investigação ligado à secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública, foi até Dois Irmãos do Buriti, mas não teria entrado na unidade prisional, nem conversado com o detento denunciante. Uma espécie de reunião teria acontecido fora do presídio com o diretor Fúlvio Ramires.

O Midiamax teve acesso a um vídeo gravado dentro do presídio, onde Guilherme cita a assistente social e ainda afirma que a mesma tem ajuda de uma psicóloga que também trabalha na unidade.

Agepen
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Agepen se manifestou sobre a denúncia envolvendo servidores lotados no presídio em questão e também as declarações do preso. Veja.

“A apreensão dos cinco celulares na Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti foi realizada no dia 9 de outubro (domingo, dia de visitas no presídio). Conforme comunicado expedido pelo agente penitenciário que apreendeu os celulares com o interno G.M. A, o flagrante ocorreu após perceber que o referido interno estava mexendo em pertences deixados por visitantes no guarda-volumes.

Passada essa situação, surgiu a informação por parte de um servidor penitenciário que o referido interno teria confidenciado que os celulares teriam sido levados pela assistente social do presídio. No entanto, o servidor não quis oficializar a informação por escrito.

A direção do presídio mandou abrir imediatamente procedimento disciplinar para realizar as devidas apurações sobre os fatos. As apurações que estão em andamento.

A direção da Agepen está acompanhando essas apurações e também mandou abrir um procedimento administrativo para apurar a conduta dos envolvidos. A direção da Agepen ressalta que não foi apresentado o referido vídeo.”




Jornal Midiamax