A Venezuela receberá um crédito no valor de dois bilhões de dólares principalmente para projetos de refino da estatal petroleira PDVSA, um financiamento que se soma a outros 4 bilhões de dólares que Pequim concedeu a Caracas na véspera, informou o governo esta quarta-feira.

O Banco de Desenvolvimento da China (BDC) destinará duas “linhas adicionais de crédito, uma de 1,5 bilhão de dólares para projetos de refino da PDVSA e outro de 500 milhões de dólares para a compra de brocas e equipamentos petroleiros”, informou o ministério de Energia e Petróleo em um comunicado.

O financiamento, cuja modalidade de pagamento não foi informada, se concretizou durante visita de comitiva chinesa a Caracas, liderada pelo vice-ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhang Xiaoqiang, que revisa os projetos de cooperação desde a segunda-feira.

Os US$ 2 bilhões para a PDVSA se somarão a outro crédito chinês, de US$ 4 bilhões, para aumentar a produção de petróleo da empresa Sinovensa, constituída pela PDVSA em aliança com a estatal chinesa CNPC, e que será pago em um prazo de oito anos com taxa Libor de 5%, segundo a nota oficial.

O ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, citado no texto, disse que os créditos servirão para aumentar a produção de petróleo das empresas mistas de 118.000 barris diários (b/d) atualmente até 1,1 milhão b/d em 2014 nos campos que operam na rica Faixa do Orinoco (oeste da Venezuela).

Graças à cooperação petroleira entre os dois países, a previsão é de que as trocas comerciais bilaterais alcancem os 17 bilhões de dólares em 2011, disse mais cedo Zhang Xiaoqiang.