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Venda de títulos pelo Tesouro Direto cresce 16% em novembro

A venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet cresceu em novembro, registrando o melhor resultado para o mês. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Tesouro Nacional, os investidores cadastrados no Programa Tesouro Direto adquiriram R$ 267 milhões em papéis públicos no mês passado, contra R$ 230 milhões em outubro, alta de 16,08%. […]

Arquivo Publicado em 21/12/2011, às 21h11

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A venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet cresceu em novembro, registrando o melhor resultado para o mês. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Tesouro Nacional, os investidores cadastrados no Programa Tesouro Direto adquiriram R$ 267 milhões em papéis públicos no mês passado, contra R$ 230 milhões em outubro, alta de 16,08%.


O volume é o quarto menor registrado em 2011 e, mesmo assim, é recorde para o mês. Em novembro do ano passado, o Tesouro Direto havia vendido R$ 192,04 milhões em títulos públicos pela internet. De um ano para o outro, a alta ficou em 39,03%. O recorde mensal de vendas ocorreu em maio, com R$ 360,91 milhões.


Os papéis corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram os mais procurados, concentrando 63,9% do valor vendido. Em seguida, vieram os títulos prefixados (com juros definidos antecipadamente), cuja participação atingiu 26,3%. Os papéis vinculados à Selic (taxa básica de juros) corresponderam a 9,7% das vendas.


O número total de investidores cadastrados no programa totalizou 271.939, o que representa incremento de 28,99% nos últimos 12 meses. Somente em novembro, 4.352 participantes aderiram ao Tesouro Direto. Os investimentos de menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores. As vendas abaixo de R$ 5 mil concentraram 62,3% do volume aplicado no mês.


O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só tem que pagar uma taxa à corretora responsável pela custódia dos títulos.


A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o valor com um adicional, que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa fixa, definida antecipadamente.


Jornal Midiamax