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Venda de carro tem queda de 40% em Três Lagoas

Vendas de carros novos e seminovos tem queda de até 40% em Três Lagoas, isso porque em dezembro do ano passado o BC (Banco Central) restringiu o financiamento, o tornando mais difícil. Pelas novas determinações, os bancos deverão exigir pelo menos uma entrada de 20% para financiamento de 24 a 36 meses, acima disso o […]

Arquivo Publicado em 02/02/2011, às 10h04

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Vendas de carros novos e seminovos tem queda de até 40% em Três Lagoas, isso porque em dezembro do ano passado o BC (Banco Central) restringiu o financiamento, o tornando mais difícil. Pelas novas determinações, os bancos deverão exigir pelo menos uma entrada de 20% para financiamento de 24 a 36 meses, acima disso o valor sobe para 30%. Entres 48 e 60 vezes, a entrada tem de ser de 40% do valor do veículo.

A medida foi tomada a fim de restabelecer os níveis de crédito no período pré-crise de 2008 para desacelerar a economia e evitar o aumento da inflação. A nova regra entrou em vigor em 6 de dezembro do ano passado. Desde então, as vendas de veículos teve considerável queda.

Para o vendedor de veículos, Gustavo Augusto Nascimento, a procura por adquirir um veículo continua grande, o que mudou foi à coragem de assumir as parcelas, já que os juros tornaram-se mais salgados. Conforme Gustavo financiar um veículo sem sequer dar uma entrada ficou quase que impossível, diferentemente de antes da nova regra ser estabelecida, a procura pelo financiamento 100% era grande.

Gustavo estima que as vendas de carros caíram em 40% (de cada 100 cadastros preenchidos, apenas 40 são aprovados pelos bancos), motivo este que deixou os vendedores com salários mais baixos, já que dependem da comissão. Mas Gustavo encara a fase como ruim para os dois lados, para o cliente que sai da loja sem o seu produto e o vendedor sem a comissão.

Embora a má fase atinja a empresa em que trabalha, Gustavo disse que os funcionários serão mantidos.

CLASSES C E D SÃO AS MAIS PREJUDICADAS

Atualmente quem pode dar uma boa entrada na hora de comprar um veículo não sente o aumento dos juros, pois a medida foi tomada justamente para incentivar o cliente a não assumir parcelas por muito tempo e nem tão altas.

Segundo o gerente de loja de automóveis, Tiago de Lima Dantas, as classes C e D foram as mais prejudicadas, pois sem a entrada fica difícil adiquir um veículo. Segundo Tiago, a loja que gerencia sofreu com a queda de vendas de 20 a 30%. “No ano passado, nesta mesma época as vendas estava melhores”, disse.

Por outro lado, Tiago revela que apesar da época, janeiro é um mês atípico, até porque é o mês em que o cidadão tem vários compromissos financeiros: IPVA, IPTU e matrículas escolares. “Apesar de a reestruturação do Banco Central ter refletido no setor automotivo, ainda é cedo para tirar qualquer conclusão”, explica.

Já Osmar Pavanelli, também vendedor de carros diz que nota que a loja em que trabalha teve queda de “apenas” 15% nas vendas, isso porque ela possui banco próprio, sendo assim, procura manter seus clientes com os juros razoáveis.

Para Pavanelli a medida veio a calhar, já que muitas pessoas na ânsia de comprar um carro assumiam altas parcelas e acabava sem conseguir arcar com as consequências. “Foi uma boa maneira de educar os brasileiros. Forçadamente pensaremos melhor antes de assumir uma dívida”, disse.

CARRO USADO

Quanto mais antigo o veículo, mais difícil financiá-lo, isso porque os bancos possuem uma tabela para o financiamento. O carro deve ser de 2003 no mínimo para que o banco libere o crédito.

De acordo com Flávio de Freitas Ferreira, proprietário de uma loja de carros novos e seminovos, a maior procura tem sido pela segunda opção. Ele diz que a queda de até 20% nas vendas deve-se aos impostos que devem ser pagos no início do ano. “Ainda não posso afirmar que o causador da baixa nas vendas sejam as condições de pagamento”, explica.

Jornal Midiamax