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Transportes e alimentos ajudam a aliviar IPCA-15

A queda nos custos de transportes e de alimentos abriu espaço para que a inflação pelo IPCA-15 desacelerasse em junho, mas a taxa acumulada nos últimos 12 meses continua acima da meta estipulada para o ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 subiu 0,23 por cento, depois da alta de 0,70 por cento […]

Arquivo Publicado em 21/06/2011, às 11h45

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A queda nos custos de transportes e de alimentos abriu espaço para que a inflação pelo IPCA-15 desacelerasse em junho, mas a taxa acumulada nos últimos 12 meses continua acima da meta estipulada para o ano.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 subiu 0,23 por cento, depois da alta de 0,70 por cento registrada em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam inflação de 0,17 por cento, de acordo com a mediana de 13 respostas que variaram de 0,11 a 0,25 por cento.

Os preços de Transportes caíram 0,73 por cento, após o aumento de 0,93 por cento em maio.

“Esse comportamento é explicado pela gasolina, que ficou 3,43 por cento mais barata, liderando os principais impactos para baixo, seguida pelo etanol, que passou a custar 16,53 por cento menos em junho”, destacou o IBGE em nota.

“Juntos, os preços dos combustíveis tiveram queda de 4,56 por cento e um impacto de menos 0,23 ponto percentual no IPCA-15 do mês.”

O grupo Alimentação subiu 0,11 por cento em junho, frente à alta de 0,54 por cento em maio. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão arroz, frutas, peixes e batata-inglesa.

Em 12 meses até junho, o indicador subiu 6,55 por cento, mantendo-se acima do teto da meta para o IPCA perseguido pelo governo no ano, que é de 6,50 por cento.

O IPCA-15 e o IPCA têm metodologias similares mas, enquanto o primeiro mede o período de 30 dias encerrados em meados do mês, o segundo apura o mês calendário.

No mercado financeiro, a previsão é de que o IPCA encerre 2011 em 6,18 por cento.

Para controlar a inflação, que apresentou um repique no início deste ano, o Banco Central vem elevando o juro básico brasileiro e a expectativa é de que promova mais um aumento, fazendo com que a Selic encerre o ano em 12,50 por cento.

Jornal Midiamax