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Tradição de Corpus Christi reúne gerações de católicos para decorar ruas de Campo Grande

Pelo menos 250 pessoas participam da confecção de tapetes religiosos em uma extensão de 2 quilômetros da Rua 14 de Julho. O evento é uma tradição do feriado de Corpus Christi. Neste ano, a missa oficial pode marcar despedida de Dom Vitório.

Arquivo Publicado em 23/06/2011, às 12h38

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Pelo menos 250 pessoas participam da confecção de tapetes religiosos em uma extensão de 2 quilômetros da Rua 14 de Julho. O evento é uma tradição do feriado de Corpus Christi. Neste ano, a missa oficial pode marcar despedida de Dom Vitório.

Pelo menos 250 pessoas participam da confecção de tapetes religiosos em uma extensão de 2 quilômetros da Rua 14 de Julho. O evento é uma tradição do feriado de Corpus Christi. São 37 paróquias, uma a mais que no ano passado.

A interdição vai da Avenida Mato Grosso até a Avenida Fernando Corrêa da Costa, na área central de Campo Grande, e a ocasião é marcada de reflexão e ensinamentos entre gerações.


O comerciante Ademir Ferreira Córtoba, 51 anos, revelou que a data é especial, pois justamente num feriado de Corpus Christi quando a esposa descobriu a gravidez. “Participamos da igreja a mais de vinte anos e quando minha filha estava com 21 anos, a minha mulher descobriu que estava grávida. Foi bem aqui, fazendo o tapete. Um verdadeiro milagre da vida”, relembra.


Hoje, ele estava acompanhado da esposa e do caçula, Luiz Fernando Oliveira Córtoba, 6 anos, ambos confeccionando o tapete. “Na época, estávamos aqui fazendo a mesma coisa que hoje, foi quando comecei a sentir enjôos, dores e mal estar. Não sabia bem o que era, mas depois procurei o médico. Fiz alguns exames e descobri que estava grávida de seis semanas. Uma verdadeira surpresa”, lembra Maria Filomena de Oliveira Córtoba, 48 anos.


A família participa da Paróquia Senhor do Bonfim que é localizada no bairro Novos Estados – região norte da Capital. A igreja é composta por outras setes comunidades, que devem confeccionar 30 metros de tapete, sendo de quatro temas.


“Participamos de uma reunião entre as paróquias, onde foi passada a importância do tapete. Escolhemos quatro temas para serem feitos, sendo do nascimento, a caminhada, crucificação e a ressurreição. Vamos usar mais de 100 quilos de serragem tingidas para fazer o trabalho, que requer reflexão sobre o significado deste dia”, explica a empresária e voluntária da paróquia, Iranilda Ferreira de Assunção, 44 anos.


Ainda pela manhã, dois paulistas estavam admirando o trabalho dos fiéis. “Isso é muito lindo, o empenho e a devoção deles. É a primeira vez que vimos um desenvolvimento desses. Estamos hospedados em uma pensão aqui no centro e estávamos indo a padaria, quando paramos para admirar a confecção dos tapetes”, conta Marcelo Momo, 43 anos, que estava acompanhado do amigo Romeu Harviy, 82 anos.

Jornal Midiamax