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Tomate puxa alta da cesta básica em Corumbá

No mês de janeiro, a Cesta básica em Corumbá teve aumento de 1%. Em dezembro de 2010, a cesta custava R$ 177,39, já em janeiro de 2011, o valor subiu e atingiu a marca de R$ 179,16. O trabalhador assalariado teve que destinar 35% do salário mínimo para a aquisição dos produtos. No final de […]

Arquivo Publicado em 10/02/2011, às 11h32

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No mês de janeiro, a Cesta básica em Corumbá teve aumento de 1%. Em dezembro de 2010, a cesta custava R$ 177,39, já em janeiro de 2011, o valor subiu e atingiu a marca de R$ 179,16. O trabalhador assalariado teve que destinar 35% do salário mínimo para a aquisição dos produtos. No final de 2010, o índice era de 34%. Os dados foram divulgados na pesquisa promovida nos dias 28 e 31 de janeiro, pelo curso de Ciências Econômicas da Faculdade Salesiana de Santa Teresa nos principais supermercados de Corumbá.

O levantamento aponta que o ano começou em Corumbá com o reflexo da inflação. O produto que com maior alta de preço foi o tomate, que registrou aumento de 29,84%. O tomate tem sido o grande vilão de alta dos preços no início de ano. Os acadêmicos ressaltam que esse fato também ocorreu nos anos de 2008 e 2009, quando o produto registrou aumento de 30% no preço da cesta básica.

Em janeiro, acompanhando a alta de preço do tomate, mais quatro produtos tiveram acréscimo, são eles: café (3,95%); óleo com (3,31%); pão com (0,67%) e batata com alta de 0,50%.

Com esse aumento de preço, o corumbaense teve também que aumentar o seu tempo de trabalho destinado à aquisição dos produtos da cesta. O levantamento da faculdade Salesiana aponta que em dezembro, o trabalhador destinou 76,52 horas de seu trabalho para adquirir a cesta. Em janeiro, a jornada subiu para 77,29 horas. Esse índice é baseado na Constituição Federal de 1988, em que foi estipulado que o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais/base.

Queda

A cesta básica do mês de janeiro também registrou produtos com queda nos preços. A maior diminuição foi no valor do feijão, com queda de 15,77%. A carne, que em 2010, contribuiu muitos meses para o aumento da cesta básica, continua em queda em 2011. A pesquisa Salesiana aponta que, de novembro a janeiro, a carne acumulou 14% de queda no mercado.

Além do feijão e da carne, outros produtos apresentaram queda no preço, são eles: farinha (4,35%); arroz (4,17%); açúcar (2,98%); margarina (2,20%) e o leite com queda de 0,09%. A banana continua sendo o único produto que apresentou o mesmo preço e pelo segundo mês consecutivo.

Tendência nacional

Em um comparativo nacional é possível observar, conforme apontou a pesquisa, que Corumbá apresentou a continuidade da tendência nacional de forte alta nos preços hortifrutigranjeiros e queda em alguns itens como, por exemplo, o feijão. A pesquisa da Cesta Básica Nacional feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que entre 17 capitais pesquisadas, 14 tiveram aumento significativo nos seus preços.

Os produtos que compõem a Cesta Básica, segundo Dieese e a lei que estabelece o salário mínimo são: açúcar; arroz; banana; batata; café; carne; farinha de trigo; feijão; leite; margarina; óleo; pão e tomate.

Jornal Midiamax