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Tibetano ateia fogo ao corpo no Nepal; autoimolações continuam

Um tibetano exilado no Nepal ateou fogo ao próprio corpo nesta quinta-feira (10), disse a polícia, no mais recente caso de uma onda de autoimolações realizadas por tibetanos, principalmente na China, em protesto aos controles do governo chinês sobre sua religião e cultura. O manifestante, cujo nome não foi divulgado, estava segurando uma bandeira tibetana […]

Arquivo Publicado em 10/11/2011, às 14h54

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Um tibetano exilado no Nepal ateou fogo ao próprio corpo nesta quinta-feira (10), disse a polícia, no mais recente caso de uma onda de autoimolações realizadas por tibetanos, principalmente na China, em protesto aos controles do governo chinês sobre sua religião e cultura.


O manifestante, cujo nome não foi divulgado, estava segurando uma bandeira tibetana e gritava “Vida longa ao Tibete” antes de atear fogo a suas roupas em Baudha, uma proeminente área tibetana de Katmandu, disse o policial Shyam Lal Gyawali à Reuters.


“Eu vi que suas roupas estavam queimadas, mas logo alguns homens com aparência tibetana subjugaram (o manifestante), apagaram o fogo e o levaram embora”, disse Dhuwas Tamang, guarda de segurança privado que testemunhou o incidente.


O homem não sofreu graves ferimentos, disseram as testemunhas.


Ao menos 11 tibetanos atearam fogo ao próprio corpo neste ano na província chinesa de Sichuan. A região, localizada no sudoeste do país, tem se tornado foco de protesto contra o domínio de Pequim.


A China culpou o Dalai Lama, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, por incitar as autoimolações. O líder espiritual fugiu do Tibete em 1959 para a Índia depois de uma revolta fracassada contra o domínio chinês.


“Essas ações desafiam a consciência humana e os limites morais”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei, na breve coletiva de imprensa realizada diariamente. “Tais esquemas não terão êxito.”


“A maioria das pessoas no campo das religiões acredita que a vida deveria ser valorizada e que se deve retornar aos princípios do budismo”, acrescentou Hong.


O Nepal, onde vivem mais de 20 mil tibetanos, está sob pressão de Pequim, um parceiro comercial e doador essenciais para o país, para reprimir qualquer atividade “anti-China” realizada por tibetanos.


O governo nepalês diz que os tibetanos estão livres para ficar, mas que não devem participar de protestos contra seu gigantesco vizinho comunista.

Jornal Midiamax