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Terminando o prazo para filiações, partidos fazem eventos e lançam pré-candidaturas

Sexta-feira termina o prazo para filiações e mudanças de domicílio eleitoral. Em Dourados, partidos se articulam para o pleito de 2012, enquanto velhos atores políticos procuram novas legendas, ou mudam o domicílio eleitoral, visando às cadeiras em disputa ano que vem

Arquivo Publicado em 05/10/2011, às 12h11 - Atualizado em 18/07/2020, às 00h40

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Sexta-feira termina o prazo para filiações e mudanças de domicílio eleitoral. Em Dourados, partidos se articulam para o pleito de 2012, enquanto velhos atores políticos procuram novas legendas, ou mudam o domicílio eleitoral, visando às cadeiras em disputa ano que vem

Nesta sexta-feira (7) termina o prazo para filiações e mudanças de domicílio eleitoral. Em Dourados, partidos se articulam para o pleito de 2012, tendo poucos dias para trazer novos correligionários. Por outro lado, velhos atores políticos procuram novas legendas, ou mudam os domicílios eleitorais, visando às cadeiras no parlamento e no executivo que estarão em disputa ano que vem.


Em Dourados, a situação de anormalidade causada pelo furacão político ocorrido em 2010, a Operação Uragano da Polícia Federal, que prendeu a maior parte da legislatura municipal no período, além do prefeito, vice-prefeito, primeira dama e secretários municipais, levou o município a coalizão que elegeu Murilo Zauith, então DEM, hoje PSB, para a administração municipal em fevereiro de 2011.


A coalizão agremiou 15 partidos, entre eles a inusitada união entre partidos nacionalmente antagônicos: a vice-prefeita do ex-democrata é a petista Dinaci Ranzi. Uma das condições para a aliança era a mudança de Murilo para o PSB. O acordo foi cumprido pelo prefeito, que agora é “socialista”.


Talvez por cauda da mudança de Murilo, a “coalizão dos 15” deve não se reeditar. Acontece que diversos partidos que compõe a base aliada de Murilo na atual gestão estão em “debandada”. Até o momento, Dourados tem ao menos 13 pré-candidatos à administração municipal, contando com o próprio Murilo. O primeiro a ensaiar candidatura própria foi o PSDB.


Elísio Brites é pré-candidato pelo partido e vem, há algum tempo, afirmando que a candidatura própria dos tucanos é essencial para a sobrevivência do partido em Dourados. Na posse da direção municipal dos tucanos, que ocorreu em setembro, o deputado estadual Márcio Monteiro reafirmou a intenção do partido em nível estadual de apoiar o diretório de Dourados em sua decisão. Outro pré-candidato do PSDB é o Dr. Mauro Cezar.


O PMDB por sua vez, decidiu em reunião de seu diretório municipal comunicar a regional do partido de que vai ter candidatura. No páreo interno do PMDB disputam os três parlamentares douradenses, os deputados federais Marçal Filho e Geraldo Resende, e a vereadora Délia Razuk. O parâmetro que irá definir a candidatura será a pesquisa eleitoral, e o mais bem cotado deve assumir a frente do partido nas eleições municipais. Segundo informação, pesquisas apontam alternância de Délia e Resende à frente.


Resende vem reunindo apoiadores, entre eles o ex-senador e ex-governador Wilson Barbosa Martins, que afirmou em entrevista que se Geraldo for o candidato do PMDB, pretende ir pessoalmente a Dourados para pedir voto.


Já Délia tem duas opções. A mais viável seria tentar a reeleição à vereança, o que parece descartado do hall de possibilidades cogitadas pela vereadora. Única do partido na Câmara Municipal, Délia deveria se reeleger com certa facilidade, mas a parlamentar que alçar vôos mais altos.


Caso não dispute a prefeitura em 2012, Délia já se articula para as eleições de 2014 quando deve se candidatar a deputada estadual. Com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Délia pode se tornar uma espécie de “referência avançada” do partido em Dourados, o que significaria ganhar musculatura eleitoral para 2014.


Outro que promete concorrer novamente ao cargo é o ex-prefeito, preso na Operação Uragano, Ari Artuzi. Ele se filiou ao PMN e tem demonstrado que não está morto politicamente. Segundo o promotor de Justiça Eleitoral, João Linhares, o ex-prefeito está inelegível, mas isso não impede Artuzi de filiar diversos pré-candidatos ao parlamento municipal.


Nesta segunda-feira (3), duas movimentações mostraram que ainda há muita água para rolar até as eleições ano que vem. Na primeira delas, o ex-prefeito de Dourados e ex-presidente do PDT no município, José Elias, se filiou ao PSL, partido do deputado estadual George Takimoto. Com a filiação de ‘Zé Elias’ no PSL, o partido fica agora com dois possíveis pré-candidatos: Zé Elias e Takimoto. A ida de Zé Elias para o partido de Takimoto foi defendida pelo ex-governador Zeca do PT. O PDT de Dourados deve continuar na base de Murilo Zauith.


Lideranças do PT se dividem


Também nesta segunda, o PT realizou ato de filiação de sindicalistas e pré-candidatos a vereador. A reunião, comandada pelo vereador Dirceu Longhi, contou com a presença do deputado federal Vander Loubet, do ex-governador Zeca do PT, do prefeito Murilo Zauith e do presidente municipal do PSDB (Partido antagônico ao PT na maioria dos pleitos), Maurício Peralta.


Vander Loubet defendeu a continuidade aliança com Murilo. Murilo agradeceu a Vander pelo apoio e pela captação de R$ 40 milhões em recursos para o município. Zeca do PT disse aos sindicalistas recém filiados, que se houvesse alguma luta para ser travada, mesmo contra a prefeitura de Murilo, podiam contar com ele.

Midiamax


Mais uma vez, Zeca desabona a aliança do PT com Murilo, que teve como grande defensor o senador petista Delcídio do Amaral. As duas grandes lideranças petistas vivem às rusgas e tendem a apoiar pré-candidatos diferentes.


Isso aconteceu no início deste ano, quando parte do Partido dos Trabalhadores defendia a entrada na “coalizão dos 15”, entre eles o senador Delcídio, o deputado estadual e ex-prefeito Laerte Tetila, o ex-deputado federal João Grandão e o vereador Dirceu Longhi, enfrentando os contrários à aliança, ente eles Zeca do PT e o então, pré-candidato a prefeito e vereador Elias Ishy.


A discussão no PT promete não acabar por aí. Militantes históricos do partido, que defenderam a candidatura do sindicalista Elias Ishy à prefeitura, acreditam que o partido deva fazer o mesmo que outros da coalizão têm feito: repensar a agremiação e talvez, pular fora desse barco. O vice-presidente estadual do PT, Francisco Givanildo dos Santos, em entrevista ao Midiamax, defendeu o mesmo. Segundo ele, tanto Laerte Tetila quanto João Grandão e Elias Ishy figuram como pré-candidatos à prefeitura e deveriam se portar como tal.


Nanicos


Além desses partidos, alguns partidos de menor ensaiam candidatura própria, entre eles o PSC, do ex-secretário de governo de Ari Artuzi, Eleandro Passaia, ainda sem nomes definidos, e Geraldo Sales, pelo PSDC. Outro que pode lançar candidatura é o PSOL, novamente com José Araújo.

Jornal Midiamax