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Taxista que atropelou jovem no centro de Campo Grande diz que só ‘sentiu o impacto’

Ainda abalada com o acidente, Aparecida Dantas dos Santos, 42 anos, prestou esclarecimentos na delegacia na manhã desta sexta-feira (23).

Arquivo Publicado em 23/12/2011, às 17h31

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Ainda abalada com o acidente, Aparecida Dantas dos Santos, 42 anos, prestou esclarecimentos na delegacia na manhã desta sexta-feira (23).

Dois dias após o atropelamento que resultou na morte de Alessandra Larrea Barcelos da Silva, 25 anos, a taxista compareceu na delegacia na manhã desta sexta-feira (23), às 9h, para prestar esclarecimentos.


Acompanhada de seu advogado, Roberto Teixeira, Aparecida Dantas dos Santos, 42 anos, afirma que em momento algum ela viu a vítima, sentindo apenas o impacto da batida.


Em depoimento, a taxista afirmou que estava na posição dois do táxi, ou seja, havia um profissional na sua frente quando ela foi informada pela Rádio Táxi para “pegar uma corrida” na Avenida Afonso Pena esquina com a Padre João Crippa, em frente ao Come Come Lanches. Neste momento, a taxista disse que o sinal estava aberto no cruzamento e que ela ainda aguardou o fluxo de veículos e um ônibus passar para poder atravessar a via.


Assim que passou, Aparecida disse que não viu, de maneira alguma, a pedestre e que só sentiu apenas o impacto da batida. “A taxista disse que viu algo rolando e que neste momento freou o carro e tentou desviar a esquerda, parando alguns metros a frente. Quando desceu do veículo, foi o momento que percebeu que se tratava de uma jovem, que não conversava e apresentava sinais de sangramento na cabeça”, afirma o escrivão que escutou o depoimento.

Segundo o escrivão, a taxista ficou muito emocionada neste momento, enquanto prestava esclarecimentos. “Ela conta que chamou o Corpo de Bombeiros e que queria muito acompanhar a vítima até o hospital, mas foi impedida porque tinha de aguardar a polícia de trânsito, sendo liberada algumas horas depois”, diz o escrivão. Após um tempo, a taxista conta que recebeu uma ligação informando sobre o estado de saúde da vítima, que morreu de traumatismo craniano encefálico.


A taxista contou que trabalha há mais de cinco anos no local e que jamais se envolveu em acidentes com morte. Ela disse ainda que não estava cansada e que fazia o horário normal como de costume. Após o depoimento, o delegado responsável pelas investigações, Wellington de Oliveira, afirmou que continua aguardando os laudos para dar continuidade ao processo.

Jornal Midiamax