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Sul-mato-grossense que trabalha no Japão se protege do terremoto dentro do carro

Devido ao terremoto e ao tsunami que atingiram o Japão nesta sexta-feira (11), moradores de Mato Grosso do Sul buscam informações dos parentes que moram no país. A comerciante Leonita Bonimori, que mora no Bairro Iracy Coelho, conseguiu falar hoje pela manhã com sua filha Paula Mori, de 28, que mora na região de Guma. […]

Arquivo Publicado em 11/03/2011, às 15h42

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Devido ao terremoto e ao tsunami que atingiram o Japão nesta sexta-feira (11), moradores de Mato Grosso do Sul buscam informações dos parentes que moram no país. A comerciante Leonita Bonimori, que mora no Bairro Iracy Coelho, conseguiu falar hoje pela manhã com sua filha Paula Mori, de 28, que mora na região de Guma.


“Ela está bem, apenas caíram algumas telhas da casa dela e o carro ficou um pouco danificado”, relatou. Segundo Leonita, Paula tem uma criança de 1 ano e, para proteger a filha, ela está dentro do carro, fora da casa.


“Na região dela não caiu casas, mas eles estão com muito medo, pois lá não para de tremer”, conta.


Paula mora no Japão há 11 anos, é casada e tem uma filha. Ela, que trabalha em uma fábrica na região mas está de licença maternidade porque acabou de ter a filha, contou para a mãe que nunca presenciou um terremoto tão forte.


Leonita também morou no Japão, já sentiu vários terremotos, mas nunca viu “nada igual esse”. Ela esteve a passeio no país para ver a filha e retornou para Campo Grande no dia 2 de março.


“Quase que ele me pega”, brinca.


O tremor


Após o maior terremoto registrado no Japão nos últimos cem anos, diversos tsunamis atingiram a costa nordeste do país na madrugada desta sexta-feira (11). A Agência de Meteorologia Japonesa informou que o abalo ocorreu às 14h46, ao largo da costa da província de Miyagi. A magnitude estimada foi revisada para cima, chegando a 8,9 graus – a maior já registrada na região.


Até o momento, mais de 300 mortes foram confirmadas e, segundo agências de notícias locais, cerca de 88 mil pessoas estão desaparecidas.

Jornal Midiamax