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Sucessão deve abreviar troca de secretários de Nelsinho

O prefeito Nelson Trad Filho quer iniciar último ano de governo já com secretariado renovado, evitando morosidade na execução dos projetos.

Arquivo Publicado em 04/12/2011, às 15h50

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O prefeito Nelson Trad Filho quer iniciar último ano de governo já com secretariado renovado, evitando morosidade na execução dos projetos.

A exoneração da primeira dama da Capital, Maria Antonieta Amorim Trad, do cargo de Secretária Municipal de Políticas e Ações Sociais e Cidadania, acendeu a luz amarela nos diretórios dos partidos aliados que ocupam funções públicas no governo do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), ainda que a saída de Antonieta Trad e a nomeação da secretária-adjunta Nilva Santos, para a função, tenha se dado em função das programações a serem desenvolvidas na Cidade do Natal.


Conforme declarou sexta-feira (2), Nelson Trad Filho quer fora da administração todos os pré-candidatos às eleições de 2012 até 31 de dezembro, mesmo que a legislação exija a desocupação do cargo apenas em abril de 2012. Segundo o prefeito, na troca de cargos existe um período de adaptação mínimo de 90 dias, e avalia que a substituição em janeiro evita uma ruptura administrativa que possa prejudicar o andamento da máquina pública. “Eu não vou esperar pois acredito que aqueles que pretendam ser candidatos passam a ter um foco político e não técnico. Quero que o último ano de governo tenha um foco bastante produtivo”, disse o prefeito.


Posições diferentes entre os Partidos


O pré-candidato à prefeitura de Campo Grande, deputado federal Reynaldo Azambuja (PSDB), não foi localizado bem como a secretária Maria Cecília Amêndola e o presidente da Funesp, Carlos Alberto Assis, mas assessores nos informaram que não causará traumas a possível entrega de cargos, fato comum e previsto em legislação, apenas antecipado por questões administrativas. O PSDB se apresenta para estas eleições como uma excelente opção de escolha eleitoral, com um candidato experiente e preparado, o que não significa uma ruptura com o atual governo.


A Presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat), Luiza Ribeiro Gonçalves (PPS) enfatizou o respeito político ao prefeito Nelson Trad Filho, e a participação do PPS na construção do seu governo. A questão sucessória é uma oportunidade de proporcionar um debate político mais amplo, que não se caracteriza por uma inconteste oposição ao governo municipal.


“Não significa que não é um bom governo, apenas que existem questões a serem debatidas, coisas a serem feitas porque uma administração é dinâmica e novas questões se apresentam. Também é uma determinação nacional, que o PPS apresente candidatos próprios nas principais capitais, é uma estratégia partidária, uma proposta que engloba, inclusive, as eleições de 2014, colocar para a discussão popular pontos que consideramos de grande importância. Em relação aos cargos que ocupamos, eles pertencem ao Prefeito, que irá definir suas estratégias. Assim que forem solicitados pelo prefeito, serão entregues. O cago público não nos pertence, apenas o exercemos”, declarou Luiza Ribeiro.


Mais enfático foi o pré-candidato, presidente regional do Partido Progressista, deputado estadual Alcides Bernal, que não acredita nesta posição do prefeito, pelo fato de ele haver pedido, anteriormente, que os secretários assinassem suas desincompatibilizações, sem que isso revertesse em ação.


Em relação ao cargo ocupado pelo partido, foi claro ao dizer que “o Paulo Matos eu não considero um representante do PP, ele foi escolhido por um critério pessoal do Prefeito, não representa uma cota do partido. O PP se empenhou para eleger Nelson Trad Filho, e depois das eleições fomos alijados. Eu nunca recebi um convite para discutir políticas públicas. Ele não me chamou para qualquer reunião para que eu colocasse o projeto do partido. O PP sempre deu total apoio ao povo de Campo Grande, agilizando projetos e obras viárias, de fundos de vale, de moradias. Graças à direção nacional, na pessoa do Ministro das Cidades, Márcio Fortes, que, inclusive, esteve comigo aqui, assinando contratos que permitiram a construção de casas, liberação de verbas para obras de fundo de vale. O mínimo que se espera é que a escolha se dê por critérios técnicos, não políticos. Em relação ao cargo, o Nelsinho, pelo qual fizemos muito na eleição, escolheu o amigo e deu as costas ao Partido”, finalizou.


Desincompatibilização


A desincompatibilização é o ato pelo qual o candidato é obrigado a se afastar de certas funções, cargos ou empregos na administração pública, direta ou indireta em virtude da disputa eleitoral. Para o exercício do mandato, o pré-candidato precisa afastar-se da inelegibilidade e, também, da incompatibilidade. Do ponto de vista constitucional, a medida visa a proteger a probidade administrativa e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego público.


Jornal Midiamax