Funcionários que faziam a limpeza do hospital e deveriam ter ido para outros setores estão sem função. Sindicato pergunta se empresa Vyga capacitou os funcionários para o trabalho.

Servidores do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul que deveriam ter sido realocados desde a última segunda-feira (30) estão sem função no local até esta segunda-feira (7). Segundo denúncia que chegou a redação do Midiamax, os funcionários que faziam a limpeza do hospital e deveriam ter sido transferidos para setores administrativos estão sem ter o que fazer na unidade.

Outra preocupação que chegou a redação é se os funcionários da empresa Vyga, que ganhou o processo licitatório para fazer a limpeza do hospital, tem formação específica para a função. Já que para fazer a limpeza de um hospital é preciso ter feito um curso especifico.

Este assunto já havia sido levantado pelo site, em matéria de 25 de outubro deste ano, quando o governador André Puccinelli esteve no hospital para fazer o lançamento de um curso de capacitação profissional aos servidores do HRMS.

Na época, o presidente do Sintss (Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul) Alexandre Costa disse que a terceirização vem piorar o trabalho no hospital. “Não sei se estão qualificados para trabalhar em hospital. Limpar um hospital não é como limpar um supermercado”, perguntou.

Questionado sobre os problemas levantados, o diretor do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Ronaldo Perches Queiroz, informou na sexta-feira (4) que desde a quinta-feira (3) o hospital começou a realocar os funcionários conforme perfis individuais.

Segundo ele, todos os funcionários que antes faziam a limpeza do hospital passaram por entrevistas psicológicas onde foram traçados os perfis de cada um e desta forma foram encaminhados para o setor mais compatível com o perfil.

Sobre a empresa Vyga, Perches informou que a companhia passou por todo o processo licitatório e que todos os documentos necessários conforme previsto no edital da licitação foram apresentados e por isso a empresa conseguiu concluir o processo.

A respeito do curso de higienização de hospital, o diretor disse que cabe a empresa verificar se seus funcionários estão aptos para o serviço.

A funcionária da empresa Vyga, indicada como responsável para falar sobre o assunto, disse que não poderia conversar com a reportagem, pois estava muito ocupada e que todos os documentos foram apresentados ao hospital e que este deveria se manifestar sobre o assunto.

O Midiamax entrou com pedido de vistas e cópias do processo licitatório 114/2011 e 504/2011, entre o Hospital Regional e a empresa Vyga, para verificar se a mesma está autorizada para fazer este tipo de serviço.

(Matéria editada às 7h16, no dia 08/11/2011)