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Sindicato diz que bancários estão sendo ameaçados por conta de greve

A greve começa às 00h desta terça. Na última sexta (26) a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou proposta com índice de reajuste de 8%, não aceita pelos bancários que pedem 12,8%.

Arquivo Publicado em 26/09/2011, às 18h00

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A greve começa às 00h desta terça. Na última sexta (26) a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou proposta com índice de reajuste de 8%, não aceita pelos bancários que pedem 12,8%.

Bancários que entrarão em greve nesta terça-feira (27) estão sendo ameaçados com possíveis demissões e perda de cargos, de acordo com a presidente do sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Iaci Azamor Torres. “Hoje a nossa categoria está sendo pressionada a não fazer greve”, diz.

A greve começa às 00h desta terça. Na última sexta (26) a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou proposta com índice de reajuste de 8%, não aceita pelos bancários que pedem reajuste de 12,8%. O Comando Nacional de Greve considerou que a proposta não contempla a valorização do piso da categoria nem prevê aumento na Participação dos Lucros e Resultados.

De acordo com a presidente do sindicato, o aumento de 12,8% dá um aumento real de 5% acima da inflação enquanto os 8%, apenas 0,56%.

O piso salarial de um bancário hoje é o de R$ 1.250, o aumento de 12,8% é igual a um reajuste de R$ 160 e de 8%, R$ 100. A Capital possui 2.400 bancários, e, no total, com mais vinte e seis cidades compreendem a 2.900 funcionários. Mato Grosso do Sul possui outros seis sindicatos.

Os bancários também reivindicam a valorização do piso salarial, o aumento do vale-alimentação, auxílio-educação com pagamento para graduação e pós-graduação, ampliação das contratações, mais segurança nas agências, combate às terceirizações e à rotatividade e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O lucro líquido do sistema bancário apresentou avanço de R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010 e somou R$ 59,7 bilhões no acumulado dos últimos doze meses.

Jornal Midiamax