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Segurança acha escutas clandestinas na Assembleia do Paraná

A nova segurança da Assembleia Legislativa do Paraná descobriu, na manhã deste sábado, dois pontos de escuta de ambiente clandestinos em gabinetes da Casa. Uma varredura na sala reservada do gabinete da presidente e na chefia de gabinete da Primeira Secretaria encontrou centrais de gravação, com microfones de indução, de alta sensibilidade, com amplificador de […]

Arquivo Publicado em 05/02/2011, às 16h37

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A nova segurança da Assembleia Legislativa do Paraná descobriu, na manhã deste sábado, dois pontos de escuta de ambiente clandestinos em gabinetes da Casa.

Uma varredura na sala reservada do gabinete da presidente e na chefia de gabinete da Primeira Secretaria encontrou centrais de gravação, com microfones de indução, de alta sensibilidade, com amplificador de áudio, capazes de registrar qualquer ruído nas salas.

A varredura foi feita após orientação do gabinete militar da Casa que, desde terça-feira, é responsável pela segurança do local por determinação do governador Beto Richa (PSDB) a pedido do novo presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB) que exonerou a maioria dos seguranças após receber ameaças antes mesmo de tomar posse.

Segundo os técnicos responsáveis pela varredura, trata-se de equipamento de espionagem profissional, parte de fabricação israelense, que podem chegar a um valor de R$ 50 mil. Eles ainda estão periciando outros ambientes e também procuram por uma central de escuta dentro da casa, de onde poderia se ouvir as gravações.

O presidente da Assembleia, Valdir Rossoni disse acreditar que, por serem aparelhos muito novos, teriam sido preparados para ele. “Queriam nos transformar em prisioneiros desse sistema”, disse o deputado, que justificou a troca dos seguranças por policiais militares com o comentário de que havia na Assembleia um “poder paralelo”, comandado por esse grupo de funcionários.

Jornal Midiamax