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Santos bate Peñarol no campo e leva Libertadores, mas jogo termina em pancadaria

Vamos ser tri Santos, vamos ser tri Santos! O grito que embalou o Santos na Copa Santander Libertadores está aposentado definitivamente. Os 48 anos de espera terminaram na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. O Santos venceu o Peñarol (URU) por 2 a 1 e voltou a conquistar da Copa Santander Libertadores. E só um jogador […]

Arquivo Publicado em 23/06/2011, às 02h03

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Vamos ser tri Santos, vamos ser tri Santos! O grito que embalou o Santos na Copa Santander Libertadores está aposentado definitivamente. Os 48 anos de espera terminaram na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. O Santos venceu o Peñarol (URU) por 2 a 1 e voltou a conquistar da Copa Santander Libertadores.


E só um jogador poderia abrir caminho para o título. Neymar explodiu o Pacaembu de alegria logo que o segundo tempo começou. A joia santista, que deixou sua marca nas finais dos Campeonatos Paulistas de 2010 e 2011, além do primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil do ano passado, voltou a ser o nome da conquista. Danilo ampliou e Durval, marcou contra.


Também campeão em 1962 e 1963, o Santos se iguala ao São Paulo como o maior vencedor da competição continental. De quebra, a equipe comandada por Muricy Ramalho disputará o Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, no Japão. O poderoso Barcelona (ESP), de Lionel Messi, também irá participar do torneio.


O primeiro tempo foi tenso, mas as melhores chances eram do Santos. Com Neymar e Ganso muito marcados, foram dos pés de Elano que saíram duas boas oportunidades. Ambas em chutes de fora da área. A mais perigosa foi em uma cobrança de falta. Sosa espalmou.


A torcida santista lotou o Pacaembu e não parou de incentivar a equipe. Quando Neymar pegava na bola, ele trazia a esperança de uma jogada diferente, mas González era a sombra da Joia. O duelo foi quente e o uruguaio precisou ser substituído, após uma dividida mais dura com o brasileiro.


Quando tentava chegar ao ataque com a bola no chão, o Peñarol não passava da intermediária. Pelo alto, os uruguaios também não conseguiram assustar durante todo o primeiro tempo. Rafael foi mero espectador.


Mas o Peixe reservou a melhor oportunidade para os últimos minutos. Zé Eduardo tentou tabela com Neymar, a bola sobrou para Léo, dentro da área. O lateral canhoto teve que bater de direita e mandou para fora. A agonia do primeiro tempo terminava sem gols.


A segunda etapa reservava algo especial para o Santos. Especial para Neymar. Logo no primeiro minuto, Ganso deu um toque de letra, daqueles que só ele tem a elegância para executar. A bola caiu nos pés do eficiente Arouca, que deixou dois uruguaios para trás e rolou com açúcar para Neymar. O craque bateu de primeira e abriu o caminho para a festa.


A partir daí, o Pacaembu se incendiou. Os santistas já cantavam como se o título fosse certo. O Peñarol tentava atacar, mas os uruguaios esbarravam na própria falta de qualidade.


Com o Peixe era totalmente o contrário. A maioria dos jogadores esbanjam técnica. E com o polivalente Danilo não é diferente. Não é qualquer jogador que faz Pelé vibrar como criança no camarote. Danilo teve essa capacidade e também a de driblar Rodríguez e acertar o canto direito de Sosa. 2 a 0!


Nada mais poderia dar errado. Faltavam menos de 20 minutos para a conquista. Os santistas riam, choravam, sofriam e curtiam a final da Libertadores. Mas decisão de Libertadores nunca é fácil.


Aos 34 da segunda etapa, Estoyanoff, que tinha acabado de entrar, cruzou da direita, Durval tentou cortar, mas mandou contra o próprio gol. O Pacaembu ficou em silêncio.


Mas quem esperou 48 anos para voltar a ser o melhor clube da América poderia esperar mais alguns minutos. O Peñarol não conseguiu fazer a pressão, Zé Eduardo perdeu gol feito, Neymar chutou na trave, Zé Love perdeu outra. Fim de jogo.


Assim que o apito final foi soado, os uruguaios perderam a cabeça e partiram para a briga. Cenas lamentáveis foram vistas no gramado do Pacaembu.


O mais importante é que a Libertadores é do Peixe, pela terceira vez na história. Comemore torcedor santista. Que venha o Barcelona!

Jornal Midiamax