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Rival de Pelé em 1967, ministro do Gabão visita Seleção e lembra duelo

Essa não será a primeira vez que um representante do futebol brasileiro disputará uma partida em Libreville. Se a Seleção de Mano Menezes vai encarar os donos da casa na próxima quinta-feira, às 16h (de Brasília), no Estádio L´Amitia, o Santos de Pelé fez história ao passar pela capital do Gabão em 30 maio de […]

Arquivo Publicado em 09/11/2011, às 20h54

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Essa não será a primeira vez que um representante do futebol brasileiro disputará uma partida em Libreville. Se a Seleção de Mano Menezes vai encarar os donos da casa na próxima quinta-feira, às 16h (de Brasília), no Estádio L´Amitia, o Santos de Pelé fez história ao passar pela capital do Gabão em 30 maio de 1967. Naquela ocasião, a equipe liderada pelo Rei derrotou o time nacional por 4 a 0, durante a excursão realizada no continente africano. Atual ministro do esporte, René N´Demezo Obiang estava em campo e visitou nesta quarta-feira a delegação canarinho.


– Na época eu tinha 18 anos, era estudante. O Pelé tinha 26. Marcar o Pelé? Claro que ninguém marcou. Estava em campo mais para admirá-lo. Ele era muito forte, o time do Santos tinha muita fama por aqui e foi um prazer enfrentá-los – lembrou René.


Apesar da admiração pelo futebol brasileiro, o ministro acredita que o Gabão poderá vencer o time de Mano na quinta. A partida serve como preparação da seleção local para a Copa Africana de Nações, que será realizada no país e na Guiné Equatorial no início do ano que vem.


– Esse jogo é muito importante para o Gabão. Espero que o Gabão vença e o Brasil dê um bom espetáculo para o torcedor – afirmou.


A passagem do Santos pelo país marcou René e o povo do Gabão. Já na chegada em Libreville, segundo relatos de alguns jornalistas do país, a delegação causou tumulto no aeroporto. Tudo por conta do sucesso de Pelé. Nos arquivos do diário “L´Union”, fotos e mais fotos para mostrar a passagem da equipe por Libreville. O “Atleta do Século” a todo o momento era cercado por torcedores.


Na época, o jovem repórter Jean Ovono Essono foi o único jornalista local a entrevistar Pelé. Atualmente, ele é presidente da Associação Nacional dos Jornalistas. Outra curiosidade da época é que a maioria dos jogadores do Gabão na década de 60 eram militares.


Para se ter uma ideia da histeria dos gaboneses, a partida estava marcada para acontecer às 16h (horário local) e os portões foram abertos às 10h. Tudo para não ocorrer problemas na entrada dos atletas do Santos. A festa também aconteceu no trajeto da delegação até o estádio. Muitos torcedores se machucaram e tiveram que ser levados para o hospital por conta do assédio aos santistas.


De acordo com os jornais do Gabão, o Santos abriu facilmente 3 a 0 ainda no primeiro tempo. Pelé fez um dos gols. Porém, na etapa final, o Peixe tirou o pé do acelerador e só foi marcar o quarto tento a quatro minutos do fim da partida. A festa estava completa para quem compareceu ao Estádio Révérend Père Lefebvre, que já foi derrubado para a construção de um supermercado.

Jornal Midiamax