Questor: entrega de inquérito ao MPF deve acontecer na próxima semana

A Polícia Federal de Corumbá espera relatar até meados da próxima semana o inquérito completo dos resultados da Operação Questor ao Ministério Público Federal (MPF). Inicialmente, a PF esperava concluir os trabalhos entregando o inquérito nesta sexta-feira, 27 de maio. A operação investiga a existência de um suposto esquema que fraudava licitações públicas na Prefeitura […]

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A Polícia Federal de Corumbá espera relatar até meados da próxima semana o inquérito completo dos resultados da Operação Questor ao Ministério Público Federal (MPF). Inicialmente, a PF esperava concluir os trabalhos entregando o inquérito nesta sexta-feira, 27 de maio. A operação investiga a existência de um suposto esquema que fraudava licitações públicas na Prefeitura ladarense e teria desviado a quantia de R$ 500 mil em recursos federais destinados à saúde, educação e infraestrutura daquele município.

O delegado chefe da Polícia Federal, Alexandre do Nascimento, informou ao Diário que ainda faltam alguns documentos da Controladoria Geral da União (CGU) para completar os inquéritos. Nascimento explicou que como já não há mais investigados presos, o inquérito pode ultrapassar, ir além dos dez dias previstos para a conclusão em caso de réus na prisão.

Após a conclusão do inquérito policial, é que serão conhecidos os indiciamentos individuais de cada um dos acusados, que, de acordo com o delegado podem ser indiciados por fraude em licitações; corrupção ativa e passiva, peculato; formação de quadrilha; concussão e desvio de dinheiro público.

Deflagrada em 16 de maio, a Operação Questor da Polícia Federal foi o desfecho de uma investigação da CGU e MPF que durou um ano. De acordo com as investigações. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária em Corumbá; dois em Ladário e um em Campo Grande, além de outros 26 mandados de busca e apreensão.

No dia da operação da PF, foram presos temporariamente os secretários de Planejamento de Gestão, Name Antonio Faria de Carvalho; de Educação, Eliene Urquiza; Candelária Lemos (advogada geral do Município); Márcio José Pimenta (Setor de Licitações); Samuel Molina (Contador); e Maria Helena Silva (Núcleo de Projetos da Prefeitura). Todos foram liberados três dias depois, na noite da quarta-feira, 18.

O juiz federal Eduardo José Fonseca, o mesmo que havia concedido os mandados de prisão temporária, entendeu que já não havia motivos para mantê-los presos cautelarmente para busca de provas e tomada de depoimentos de testemunhas. A Justiça determinou em medida cautelar que, enquanto perdurarem as investigações, os funcionários não poderão retomar seus cargos na Prefeitura. Esta semana, o prefeito de Ladário, José Antonio Assad e Faria, nomeou interinamente os substitutos para os cargos.

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