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Promotor de MS sugere em Brasília combate nas escolas contra ‘bullying’

Durante audiência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) que debateu formas de combate ao bullying em Brasília (DF), o promotor de Justiça do Mato Grosso do Sul Sérgio Harfouche defendeu reforçar a autoridade de professores e diretores. Ele sugeriu que a escola tenha o poder de determinar a adoção de medidas disciplinares […]

Arquivo Publicado em 28/11/2011, às 16h59

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Durante audiência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) que debateu formas de combate ao bullying em Brasília (DF), o promotor de Justiça do Mato Grosso do Sul Sérgio Harfouche defendeu reforçar a autoridade de professores e diretores. Ele sugeriu que a escola tenha o poder de determinar a adoção de medidas disciplinares e educacionais mais rígidas para estudantes que cometerem práticas de bullying.

De acordo com o promotor, a adoção desse tipo de “castigo” impede a judicialização do problema e evita transformar o estudante agressor num menor infrator. Ele citou iniciativas com esse intuito promovidas no Mato Grosso do Sul.

– O que pretendemos é fortalecer a autoridade da escola, sem autoritarismo – salientou Harfouche.

Para Rosangela Gonzaga, assistente social do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, a ênfase do combate ao bullying deve estar na aproximação da família com a escola. Ela sugere acompanhamento de assistentes sociais a todas as famílias de crianças envolvidas em casos de violência.

– A criança já vem toda desestruturada de casa. Não é na escola que começa a violência, é dentro de casa – disse.

Segundo o major Roberto Lobato Marques, do Batalhão Escolar do Distrito Federal, também vê a omissão dos pais na educação dos filhos como uma das principais razões para o crescimento do bullying.

– Os pais muitas vezes se ausentam do seu papel de educadores e jogam toda a responsabilidade para a escola – disse.

Jornal Midiamax