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Programas devem reduzir estatísticas de atropelamento de animais silvestres

De acordo com a PMA (Polícia Militar Ambiental), além do grande número de animais mortos por atropelamento, isso muitas vezes, acarreta graves acidentes, quando o motorista desvia da pista ou perde o controle do veículo.

Arquivo Publicado em 19/10/2011, às 12h32

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De acordo com a PMA (Polícia Militar Ambiental), além do grande número de animais mortos por atropelamento, isso muitas vezes, acarreta graves acidentes, quando o motorista desvia da pista ou perde o controle do veículo.

De acordo com a PMA (Polícia Militar Ambiental), além do grande número de animais mortos por atropelamento, isso muitas vezes, acarreta graves acidentes, quando o motorista desvia da pista ou perde o controle do veículo.


Pensando na redução dos atropelamentos na BR-262, que fica no trecho dentro do Pantanal, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estabeleceu programas ambientais que devem ser executados durante todo o período de recuperação da estrada, na restauração de pavimento e implantação de acostamentos, previsto até maio de 2012.


De acordo com o Coordenador do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama/MS, Reginaldo Yamaciro, isso faz parte das condicionantes para garantir permissão da licença ambiental e tem o intuito de reduzir as estatísticas de animais que morrem atropelados. Biólogos e técnicos do ITTI (Instituto Tecnológico de Transporte e Infraestrutura) da Universidade Federal do Paraná foram contratados pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para organizar os programas exigidos.


No monitoramento inicial feito desde junho pela Universidade, foi relacionado o atropelamento de 1400 animais de 88 espécies no período de um ano entre Campo Grande e Corumbá, num trecho de 410 km (estudos de Fischer em 97, 2003) e constatado o atropelamento de 57 espécies no trecho de 284,2 km entre Anastácio e Corumbá, em dois meses de monitoramento.


Projeto


Conforme Reginaldo, serão feitos três projetos pilotos nos principais pontos críticos da rodovia, um no trecho logo após a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e o Buraco das Piranhas, e dois entre o Buraco das Piranhas e a ponte do Rio Paraguai. “Vão ser instalados redutores, radares, armadilhas fotográficas, sinalizadores, sonorizadores, identificação de pegadas e telamento. Este tipo de sistema é inovador, o único aqui no estado, que abrange todo esse tipo de proteção num só local”, explicou o Coordenador.


 A proposta é que toda a rodovia seja constantemente fiscalizada, tenha sinalização especial, cercas em áreas críticas de mortandade de animais na pista, 93 passagens de animais sinalizadas, e um mirante turístico no entroncamento da Estrada Parque, para que os turistas e moradores que trafegam possam apreciar a paisagem e a fauna.


“A idéia é viabilizar um sistema de controle ambiental na rodovia, capaz de melhorar a convivência entre os moradores, motoristas e os animais que habitam o pantanal, preservando o bioma”, concluiu Reginaldo.


No momento, segundo o Coordenador, estão sendo feitos os monitoramentos para traçar o perfil correto da rodovia e a elaboração dos projetos ambientais. A previsão para aplicação de todos os projetos é no início do ano que vem e programas com este perfil devem ser estendidos para outras rodovias do estado.

Jornal Midiamax