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Professor acusado de filmar alunas nuas deve responder por crime de ‘menor potencial’

"Se por acaso for condenado, pegará uma pena de apenas oito meses em regime aberto podendo ser substituida por prestação de serviços a comunidade", calcula o advogado.

Arquivo Publicado em 18/03/2011, às 13h35

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“Se por acaso for condenado, pegará uma pena de apenas oito meses em regime aberto podendo ser substituida por prestação de serviços a comunidade”, calcula o advogado.

O advogado Mauricio Nogueira Rasslan, contratado para defender o professor A.L.O., acusado pela ex-mulher de filmar alunas nuas em pelo menos uma das três escolas de Dourados nas quais trabalhavam, afirmou que o cliente está fora da cidade e negou que ele estaria ameaçando a ex-companheira.


Mauricio explicou que o professor foi denunciado na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher por ter infringido o artigo 241-B do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) que prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa.


O artigo 241-B   prevê que é crime “adquirir, possuir ou armazenar por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança e adolescente”.


O advogado afirmou que o professor, além de ser réu primário, possui bons antecedentes. “Se por acaso for condenado, pegará uma pena de apenas oito meses em regime aberto podendo ser substituida em prestação de serviços a comunidade”, calcula.


Mauricio disse que no computador do professor não existem cenas ou filmagens de sexo ou outros arquivos que comprovem crime de pedofilia. Segundo o advogado o que existe foi o armazenamento de imagens que não configurariam o crime denunciado pela ex-mulher.


Caso seja determinada a prisão preventiva do professor, o advogado não informou se ele se apresentará voluntariamente.

Jornal Midiamax