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Premiê português sugere que professores desempregados deixem o país

Passos Coelho disse que eles deveriam procurar emprego na Angola ou no Brasil

Arquivo Publicado em 22/12/2011, às 00h21

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Passos Coelho disse que eles deveriam procurar emprego na Angola ou no Brasil

O primeiro-ministro de Portugal, o conservador Pedro Passos Coelho, que os professores desempregados emigrem para países lusófonos. O chefe de governo ainda realçou as “necessidades” educacionais do Brasil.


Em uma entrevista publicada no domingo (18/12) ao jornal Correio da Manhã, o líder do PSD (Partido Social-Democrata) foi questionado sobre se aconselharia os “professores desempregados a “abandonarem a zona de conforto” e a “procurarem emprego em outro país”.


O premiê, por sua vez, sugeriu que eles fossem para Angola. “E não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse.


Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em setores relacionados à tecnologia de informação e ainda em áreas relacionadas à saúde, educação, meio ambiente e comunicações”.


“Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm ocupação a esta altura. O próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, afirmou, sem apontar qualquer outra saída.


“Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem. Portanto, nos próximos anos, haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue se formar côo professor e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.


Portugal é um dos países da Europa com menor nível de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, publicado em novembro pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).


No país ibérico, a escolarização média da população com mais de 25 anos é de 7,7 anos. Em outros países europeus afetados pela crise, como na Grécia e na Itália, o índice chega a 10,1 anos. Na Espanha, é de 10,4 e, na Alemanha, de 12,2 anos.

Jornal Midiamax