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População idosa é a mais afetada por arritmia cardíaca que aumenta em cinco vezes o risco de AVC

Dia 27 de setembro é o Dia Internacional do Idoso e, logo em seguida, comemora-se o Dia Internacional das Pessoas da Terceira Idade, em 1º de outubro. As datas servem de alerta para o fenômeno do envelhecimento populacional mundial e colocam em pauta a qualidade de vida dos idosos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia […]

Arquivo Publicado em 22/09/2011, às 14h08

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Dia 27 de setembro é o Dia Internacional do Idoso e, logo em seguida, comemora-se o Dia Internacional das Pessoas da Terceira Idade, em 1º de outubro. As datas servem de alerta para o fenômeno do envelhecimento populacional mundial e colocam em pauta a qualidade de vida dos idosos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta faixa da população corresponde a 14,5 milhões de brasileiros, 8,6% da população total do País. Em 2020, estima-se que a população com mais de 60 anos deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total). Neste contexto, é fundamental o cuidado com a saúde por meio da conscientização dos hábitos saudáveis e tratamentos preventivos, principalmente quando se trata do coração.

A fibrilação atrial (FA), tipo de arritmia cardíaca mais comum na população mundial, afeta com mais frequência pessoas a partir dos 50 anos. Desta idade em diante, a incidência de fibrilação atrial dobra a cada década, aumentando também o risco de derrame.

No entanto, muitos dos AVCs relacionados à arritmia cardíaca podem ser evitados por meio do diagnóstico precoce e tratamento correto da doença.

A fibrilação atrial acomete 1,5 milhão de brasileiros e faz com que o coração bata em um ritmo irregular, fora do padrão habitual. Esse processo leva a um acúmulo de sangue dentro do coração, pois os batimentos irregulares não bombeiam toda a quantidade que deveriam. O sangue fica então acumulado no coração, podendo formar coágulos que podem se desprender e chegar até o cérebro, causando um acidente vascular cerebral.

Muitas pessoas com fibrilação atrial não têm sintomas, especialmente quando a sua frequência cardíaca não é muito rápida. Entretanto, os sinais comuns incluem palpitações, tontura, dores no peito e falta de ar.

Algumas doenças e fatores relacionados ao estilo de vida podem desencadear a fibrilação atrial: hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, hipertireoidismo, doença cardíaca estrutural, consumo excessivo de bebida alcoólica e histórico familiar de FA.

Prevenção

Nesse sentido, a prevenção é o melhor remédio. Portanto, é fundamental manter hábitos saudáveis, praticar exercícios físicos e controlar os fatores de risco. Para evitar o AVC, muitos pacientes com fibrilação atrial precisam, ainda, tomar remédios anticoagulantes – assim chamados porque evitam a formação de coágulos, prevenindo assim o AVC.

Entretanto, a terapia anticoagulante padrão utilizada atualmente é antiga, pois foi lançada há mais de 50 anos. Além disso, apresenta uma série de restrições alimentares, interações com medicamentos e exige exames de sangue frequentes para ajustar a dose do remédio.

A boa notícia é que os brasileiros acabaram de ganhar uma nova alternativa para a prevenção do derrame nas pessoas que sofrem de fibrilação atrial. Primeiro de uma nova geração de anticoagulantes orais, Pradaxa (dabigatrana) foi aprovado pela Anvisa com base em estudos clínicos com mais de 18 mil pacientes em todo o mundo. O novo tratamento já está disponível para a população brasileira.

“De acordo com os estudos, o novo medicamento previne três de cada quatro derrames decorrentes da fibrilação atrial,” afirma Dr. Dalmo Moreira, eletrofisiologista, professor titular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo. Segundo o médico, as principais vantagens de Pradaxa são sua maior eficácia na prevenção do AVC e maior segurança, quando comparado ao tratamento disponível (varfarina).

Os estudos mostraram que o novo anticoagulante reduz em 75% o risco de AVC em relação ao placebo. Quando comparado ao medicamento mais antigo, a proteção de Pradaxa contra o AVC é 35% superior.

Jornal Midiamax