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Pimentel responde carta de ministra argentina sobre controle de carros importados

A decisão tomada pelo governo brasileiro de suspender a licença automática para os automóveis importados parece ter surtido efeito no governo argentino. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou carta de agradecimento assinada pelo ministro Fernando Pimentel, enviada hoje (13) à ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, em que mencio...

Arquivo Publicado em 13/05/2011, às 21h00

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A decisão tomada pelo governo brasileiro de suspender a licença automática para os automóveis importados parece ter surtido efeito no governo argentino. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou carta de agradecimento assinada pelo ministro Fernando Pimentel, enviada hoje (13) à ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, em que menciona “o interesse e a disposição do Brasil em tratar os temas de interesse de ambas as partes”.


A carta é uma resposta à correspondência assinada pela ministra argentina e enviada ontem (12) ao governo brasileiro, em que ela manifestou a vontade de dialogar sobre temas bilaterais. No início da semana, as alfândegas brasileiras suspenderam a licença automática dos automóveis importados. Na prática, os veículos quando chegam aos portos brasileiros podem levar até 60 dias para receber autorização de entrada. A medida vale para carros prontos, mas não para autopeças e pneus.


Pimentel reforçou na carta que, “sobre os pontos levantados pelo governo brasileiro, entendo que é necessário iniciarmos um diálogo construtivo, conforme acordado durante nosso último encontro em Buenos Aires”. O encontro a que se refere o ministro ocorreu no início do ano.


A medida é a mesma que a Argentina vem tomando com relação aos produtos brasileiros que ficam retidos nas alfândegas do país. Ontem, Pimentel negou que a nova regra tenha sido adotada em retaliação às barreiras adotadas pela Argentina para a entrada dos produtos brasileiros no país. No entanto, confirmou que o Brasil estava “monitorando” a entrada dos produtos.


Seguindo determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC), a regra adotada tem que valer para todos os países. Com isso, a regra aplicada pelo Brasil atinge, além da Argentina, países como a Coreia e o México, que também exportam automóveis para o mercado brasileiro.


No documento, o ministro também se coloca à disposição da ministra argentina para que seja realizado um encontro em Brasília com “o objetivo de tratar dos temas referidos em nossas correspondências recentes”.


A agência pública de notícias argentina Telam publicou hoje a informação sobre a carta de Débora Giorgi a Pimentel. Segundo a agência, a ministra argentina afirmou que o Brasil apelou para resolver questões comerciais. Ela cobrou do ministro brasileiro avanço na resolução de problemas específicos que afetam o comércio entre os dois países.


No documento, a ministra enumerou os problemas pontuais e estruturais do Brasil em relação aos produtos argentinos. Para ela, esta “discriminação” é uma “barreira aos bens de capital da Argentina”. Débora Giorgi enfatizou que a mesma condição “não se aplica numa base de reciprocidade no âmbito das linhas de crédito suave.”

Jornal Midiamax