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“Pílula do dia seguinte da prevenção à Aids” ainda é pouco divulgada, segundo especialista

Nem todo mundo sabe, mas a chamada profilaxia pós-exposição ao HIV está disponível no sistema público de saúde. Homens que fazem sexo com homens, parceiros de soropositivos e pessoas que têm relações com profissionais do sexo podem receber o coquetel anti-Aids de forma preventiva quando a camisinha se rompe ou não foi usada durante a […]

Arquivo Publicado em 01/12/2011, às 15h48

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Nem todo mundo sabe, mas a chamada profilaxia pós-exposição ao HIV está disponível no sistema público de saúde. Homens que fazem sexo com homens, parceiros de soropositivos e pessoas que têm relações com profissionais do sexo podem receber o coquetel anti-Aids de forma preventiva quando a camisinha se rompe ou não foi usada durante a penetração.


Para isso, é preciso procurar um serviço especializado em DST/Aids e passar por uma entrevista, para avaliar se é mesmo o caso de iniciar o tratamento.


“A divulgação ainda é pequena e muitos profissionais não sabem”, comenta a psicóloga Gabriela Calazans, que participou do programa @saúde com Jairo Bouer neste Dia Mundial de Luta Contra Aids (1º).


Em São Paulo, a Coordenação Estadual DST/Aids-SP, ligada à Secretaria da Saúde do Estado, lançou este ano um site específico para divulgar o assunto. O endereço é http://www3.crt.saude.sp.gov.br/profilaxia/hotsite.


O ideal é que o tratamento comece até 72 horas após a relação desprotegida, a exemplo do que acontece com a pílula do dia seguinte para prevenção da gravidez.  Os antirretrovirais precisam ser tomados por 28 dias, sem interrupção, pra impedir a infecção pelo vírus HIV, sob orientação médica.


Essa forma de prevenção já é usada com sucesso em casos de violência sexual e de profissionais da área da saúde que se acidentam com agulhas e outros objetos cortantes contaminados. Há cerca de um ano, o Ministério da Saúde decidiu ampliar o acesso à profilaxia.


Camisinha


Segundo Calazans, muitos especialistas têm receio de que a divulgação de estratégias como a profilaxia pré e pós-exposição acabem desestimulando o uso da camisinha, ainda a principal arma de prevenção contra a Aids. “Eu, pessoalmente, tendo a achar que não”, opina. Para ela, quanto mais alternativas forem oferecidas, melhor, já que nem tudo na vida é planejado.


A psicóloga observa que muita gente, ao lidar com uma situação de risco, não sabe o que fazer e acaba varrendo o assunto para debaixo do tapete. Já se a pessoa procurar um serviço de saúde, receber os medicamentos e for acompanhada, provavelmente vai procurar se cuidar melhor no futuro.


Dúvidas sobre a PEP (profilaxia pós-exposição) podem ser obtidas no Disque DST/Aids: 0800 16 25 50.

Jornal Midiamax