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Pela 1ª vez, cientistas acham exoplanetas do tamanho da Terra

Astrônomos encontraram um par de planetas do tamanho da Terra orbitando uma estrela semelhante ao Sol, mas aparentemente eles não são adequados à vida, disseram nesta terça-feira cientistas que operam o telescópio Kepler, da Nasa. Por orbitarem outra estrela que não o Sol, esses corpos são chamados de exoplanetas, ou planetas extrassolares. A descoberta ocorre […]

Arquivo Publicado em 20/12/2011, às 23h46

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Astrônomos encontraram um par de planetas do tamanho da Terra orbitando uma estrela semelhante ao Sol, mas aparentemente eles não são adequados à vida, disseram nesta terça-feira cientistas que operam o telescópio Kepler, da Nasa.


Por orbitarem outra estrela que não o Sol, esses corpos são chamados de exoplanetas, ou planetas extrassolares.


A descoberta ocorre depois da confirmação, no começo deste mês, da descoberta de uma “super-Terra”, batizada de Kepler-22b, que orbita a sua estrela numa distância adequada para que exista água líquida na superfície, o que supostamente é uma pré-condição para a vida.


“O Kepler-22b tem a temperatura correta, mas é grande demais. (Os planetas) que anunciamos hoje são do tamanho certo, mas quentes demais”, disse a jornalistas em teleconferência o astrônomo David Charbonneau, da Universidade Harvard.


“Mas podem apostar que a caça continua para que encontremos um planeta que combine o melhor de ambos os mundos, um verdadeiro gêmeo da Terra”, afirmou.


Os planetas recém-descobertos, Kepler-20e e 20f, têm pelo menos três irmãos gigantes gasosos, num dos maiores sistemas planetários já descobertos.


Mas a família em nada lembra o nosso Sistema Solar, onde mundos rochosos, como Vênus, Terra e Marte, estão agrupados mais perto do Sol, enquanto gigantes gasosos como Júpiter e Saturno ficam segregados em regiões mais afastadas.


No caso do sistema Kepler-20, os dois planetas rochosos e os três gasosos aparecem intercalados, e todos orbitam mais próximos da sua estrela do que o planeta mais interno do nosso sistema, Mercúrio.


“Planetas rochosos e gigantes gasosos se misturam felizes. É a primeira vez que vemos algo assim”, disse Charbonneau.


A astrônoma Linda Elkins-Tanton, do Instituto Carnegie, de Washington, disse que os planetas recém-descobertos não são habitáveis hoje, mas que o Kepler-20f pode ter tido água durante bilhões de anos, “e isso significa que esse planeta pode ter sido habitável no passado por um longo período.”


O sistema fica a cerca de mil anos-luz da Terra, na constelação de Lira. A luz viaja a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, e um ano-luz é a distância que ela percorre nesse período.

Jornal Midiamax