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Para líderes do PT, reforma política exige mobilização popular

O senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, e o presidente do partido, ex-senador José Eduardo Dutra (SE), defendem uma mobilização popular em prol da reforma política. Costa tem pregado a necessidade de as bancadas do partido travarem esse debate. Dutra é de opinião que a reforma política só se concretizará como resultado […]

Arquivo Publicado em 04/02/2011, às 11h26

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O senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, e o presidente do partido, ex-senador José Eduardo Dutra (SE), defendem uma mobilização popular em prol da reforma política.


Costa tem pregado a necessidade de as bancadas do partido travarem esse debate. Dutra é de opinião que a reforma política só se concretizará como resultado de um movimento da sociedade.


“Eu acredito que é necessário haver uma mobilização, inclusive externa ao Congresso Nacional, para se aprovar a reforma”, afirmou Dutra. Ele e reconhece que talvez o tema não sensibilize a população, mas avalia que “do jeito que está não pode continuar”.


O boletim chama a atenção para a mensagem que a presidente da República, Dilma Rousseff, encaminhou na quarta-feira (2) ao Congresso Nacional, na qual advogou a retomada dos debates acerca do assunto.


Ainda que defenda a reforma política, o presidente do PT observou com realismo que “não é uma reforma fácil de fazer”. Ele se lembra de ter lidado com o tema ao tempo em que era senador (1994-2002). Participou inclusive de uma comissão no Senado responsável por aprovar um projeto de reforma política que estabelecia o voto distrital misto, voto em lista e financiamento público.


Ao defender a proposta da lista de candidatos por partido, o senador Humberto Costa argumenta que o voto partidário vai dar às legendas discurso unificado, levando ao fortalecimento de ideários e de concepções ideológicas.


“Nós vamos ter uma sociedade realmente representada proporcionalmente”, analisa o parlamentar. Para ele, a principal razão para a defesa da lista partidária na eleição proporcional é que assim será possível implantar o financiamento público.

Jornal Midiamax