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Para cortar caminho no rodoanel, caminhões ignoram proibição e preocupam moradores

Mesmo com proibição, veículos pesados ainda trafegam em via onde criança morreu atropelada por caminhão em abril. Moradores de trajetos alternativos reclamam do uso de vias residenciais.

Arquivo Publicado em 17/06/2011, às 18h25

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Mesmo com proibição, veículos pesados ainda trafegam em via onde criança morreu atropelada por caminhão em abril. Moradores de trajetos alternativos reclamam do uso de vias residenciais.

Após o acidente que matou Vinícius Nunes Maciel, de 9 anos, atropelado por um caminhão, o trânsito de veículos pesados no trecho residencial do Jardim Montevidéu em Campo Grande, foi proibido. Mesmo assim, caminhões com mais de seis toneladas continuam transitando na via.

O acidente aconteceu na avenida Ana Rosa Castilho Campo, no cruzamento com a Rua Itambé, em 27 de abril. Depois da morte da criança, a região foi sinalizada.

Na via foram colocadas placas com a informação da proibição de tráfego do tipo de veículo. Outro ponto colocado por quem mora na região, é que o fluxo desses caminhões migrou para a avenida Nossa Senhora do Bonfim e rua Marques de Herval, ambas paralelas à Ana Rosa Castilho.

“Passa tanto caminhão pesado que dá medo de atravessar. Aqui tem muito idoso e crianças por causa do posto de saúde”, diz a vendedora ambulante Ilda da Rocha, 57, que trabalha em frente a Unidade Básica de Saúde Nova Bahia, na avenida Nossa Senhora do Bonfim.

“O movimento aqui é muito grande”, respondeu a comerciante Eliete Panta Leão, 53, sobre a mesma avenida.

A respeito do tráfego também existem opiniões diferentes. “Proibiram na Ana Rosa e se proibir aqui [Nossa Senhora do Bonfim] também, vão passar por onde?”, indaga o mototaxista Edson Ângelo, 35 anos.

De acordo com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) quando se proíbe o trânsito numa via é normal que condutores busquem caminhos alternativos.

“Continua passando carretas aqui direto, tinha que colocar um guarda multando direto, ai iam parar de passar” disse o motorista Eduardo Meirelles, 64 anos.

Já sobre a proibição de caminhões na Ana Rosa Castilho Ocampos, o diretor-presidente da Agetran informou que “não tem como deixar um agente o dia inteiro de plantão, mas vou programar fiscalizações com uma certa frequência no local”. Rudel também salientou que a conscientização de motoristas é fundamental.

“Não para, é carreta bi-trem, boiadeiro…”, conta o pedreiro João Florentino, de 49 anos. Os motoristas trafegam pela avenida para cortar caminho, sentido ao rodoanel da BR 163 entre as saídas de Cuiabá e Três Lagoas.

Jornal Midiamax