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Operação apreende documentos de lavagem de dinheiro de Fernandinho Beira-Mar em MS

A “Operação Scriptus” da Polícia Civil acontece nesta quinta-feira (1°) em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e já prendeu sete pessoas suspeitas de integrar esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa do traficante Fernandinho Beira-Mar.  Cerca de 200 agentes da Polícia Civil cumprem 20 mandados de […]

Arquivo Publicado em 01/12/2011, às 16h48

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A “Operação Scriptus” da Polícia Civil acontece nesta quinta-feira (1°) em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e já prendeu sete pessoas suspeitas de integrar esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa do traficante Fernandinho Beira-Mar. 
Cerca de 200 agentes da Polícia Civil cumprem 20 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão de documentos nesses Estados. Em Campo Grande, donos de lojas que teriam se envolvido no esquema de Fernandinho Beira-Mar quando ele estava no presídio federal do Estado devem ser ouvidos pela Polícia Civil.
Segundo o jornal O Dia, a partir da análise de 14 retalhos de papel pautado, com manuscritos do Fernandinho Beira-Mar, apreendidos durante a ocupação do Alemão, os agentes puderam descobrir o esquema responsável pela obtenção de grande parte das armas e drogas para a comunidade, além de como era realizada a lavagem de dinheiro. 
Segundo as investigações, cerca de dez toneladas de maconha, das 40 apreendidas durante a operação de retomada da região, chegaram ao Complexo do Alemão através do esquema montado pelo traficante.
Beira-Mar cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, por homicídio e tráfico de drogas. As investigações foram desencadeadas pelo Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NUCC–LD), com apoio da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Coordenadoria de Inteligência e Informação Policial (CINPOL).
De acordo com o coordenador do NUCC–LD, delegado Flávio Porto, a análise do material identificou também a existência de uma espécie de “terceiro setor”, integrado por pessoas físicas e jurídicas, sediadas em Foz do Iguaçu, Mato Grosso do Sul e Belo Horizonte, que tinham como função dar uma aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas.
Jornal Midiamax