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ONU defende parceria com ONGs corporativas a fim de multiplicar ações humanitárias

A Organização das Nações Unidas (ONU) quer fazer parcerias com entidades da sociedade civil, no Brasil, para cumprir metas humanitárias. Hoje (2) durante debate do 1º Encontro das Nações Unidas com Organizações Não Governamentais (ONGs) Corporativas, a representante da ONU defendeu essa união para promover a paz e financiar projetos de desenvolvimento nos países. “As […]

Arquivo Publicado em 02/12/2011, às 21h35

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A Organização das Nações Unidas (ONU) quer fazer parcerias com entidades da sociedade civil, no Brasil, para cumprir metas humanitárias. Hoje (2) durante debate do 1º Encontro das Nações Unidas com Organizações Não Governamentais (ONGs) Corporativas, a representante da ONU defendeu essa união para promover a paz e financiar projetos de desenvolvimento nos países.


“As empresas são hub multiplicadores”, disse Sheila Pimentell, presidente do Instituto Humanitare, criado pela ONU para promover ações com a sociedade. “As ONGs e as instituições corporativas são multiplicadoras. Então, nossa a intenção é que eles possam levar cada vez mais uma contribuição para a mudança que fazem nas comunidades”, completou.


Na avaliação da representante da ONU, a sociedade deve somar forças para identificar baixos indicadores sociais e pressionar os governos. Além disso, segundo Sheila Pimentell, as organizações corporativas podem “fazer o exercício”, de selecionar projetos pensando nas estratégias de desenvolvimento humanitário, de forma sustentável, contribuindo para o que chamou de “investimento social consistente”.


Para o diretor da Divisão de Promoção da ONU, Maher Nasser, que também participou do evento, os governos são importantes, mas não são os únicos players do desenvolvimento. Ele criticou os altos investimentos em equipamentos militares feitos nos últimos anos pelos países, e ressaltou que os recursos deveriam ser para a mediação política e melhoria das condições de vida da população pobre, evitando os conflitos. “A paz é a garantia dos direitos humanos que assegurará o desenvolvimento das nações”, disse.


Nasser orientou as organizações corporativas brasileiras a pensarem globalmente, mesmo diante de crises. Ele destacou que várias entidades já contribuem para melhoria dos indicadores socioeconômicos no planeta. Citou a Fundação Ford, a Fundação The Bill & Mellinda Gates e a Fundação Rockfeller, que, inclusive, doou dinheiro para construção do edifício sede da organização, em Nova York.


Ao formalizar a parceria do banco HSBC com a ONU, a superintendente executiva do Instituto HSBC Solidariedade, Claudia Maischlzky, disse que nesse tipo de parceria toda a sociedade sai favorecida. Por isso, deve haver uma “convergência” das ações das entidades para a “agenda mundial”, com troca de tecnologias sociais e compartilhamentos de responsabilidades.


No encontro de ONGs corporativas, a Fundação Vale também expôs estratégias de ação social. A representante da fundação Andreia Rabetim destacou a necessidade das organizações da sociedade e governos definirem conjuntamente prioridades para o desenvolvimento, integrarem um esforço para melhor aplicar os recursos e compartilharem estratégias “É um relação ganha-ganha”, disse.

Jornal Midiamax