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Observadores da ONU preparam para hoje divulgação de relatório sobre violações na Síria

Observadores da Comissão de Investigação de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) anúnciaram no domingo (27) as conclusões da apuração sobre as denúncias de violência e repressão na Síria. O trabalho foi feito a partir da coleta de depoimentos e relatos, pois o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, não autorizou a entrada dos […]

Arquivo Publicado em 28/11/2011, às 12h44

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Observadores da Comissão de Investigação de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) anúnciaram no domingo (27) as conclusões da apuração sobre as denúncias de violência e repressão na Síria. O trabalho foi feito a partir da coleta de depoimentos e relatos, pois o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, não autorizou a entrada dos observadores estrangeiros.


Desde 26 de setembro, a comissão coleta depoimentos e levanta dados sobre casos de violação de direitos humanos na Síria. A equipe foi composta pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, a norte-americana Karen Koning AbuZayd e o turco Yakin Erturk. Os três analisaram questões relativas aos campos de refugiados, ao direito humanitário e à violência contra as mulheres, entre outros temas.


A expectativa, segundo diplomatas que acompanham o assunto, é que seja convocada a terceira sessão especial da comissão no âmbito dos direitos humanos na ONU. Se convocada, a reunião ocorrerá até dezembro.  As denúncias de violações na Síria preocupam a comunidade internacional, mas Assad insiste que apenas reage a grupos armados e nega a repressão.


No dia 22, a ONU aprovou uma resolução crítica à Síria, com o apoio do Brasil e de mais 120 países. A comunidade internacional cobra de Assad o fim da onda de violência, a abertura de negociações com os manifestantes e o cumprimento do direito internacional. A estimativa é que cerca de 3,7 mil morreram em cidades sírias desde março.


Ontem (27), a Liga Árabe aprovou uma série de sanções econômicas, comerciais e até aéreas à Síria. As restrições  incluem o congelamento de transações comerciais, das contas bancárias de integrantes do governo em países árabes, a suspensão de voos entre as nações que integram o bloco e a Síria e a proibição de viagens de integrantes do Executivo sírio para os países da região.


Jornal Midiamax