Ao menos 200 integrantes do MST seguiram pela Afonso Pena ao Mnistério Público Federal na tarde desta terça-feira (23)

Membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) se reúnem neste momento com o procurador da república em MS Felipe Fritz Braga.

Os integrantes do movimento cobram a reforma agrária em Mato Grosso do Sul que foram suspensas desde agosto do ano passado, quando a Polícia Federal prendeu o então superintendente do Incra Waldir Cipriano Rabelo durante a operação batizada de Tellus.

O manifesto tem a ver com a demora na nomeação do novo superintendente do órgão.

Cerca de 200 pessoas fizeram uma marcha da sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na avenida Afonso Pena até a sede do Ministério Público Federal (MPF), localizado na mesma via.

A PF descobriu um esquema fraudulento na venda de lotes com participação de servidores do Incra. Desde então, o órgão é comandado interinamente. Nem assentado nem acampado recebe qualquer benefício do governo federal.

Da operação da PF para cá o Incra, por solicitação do MPF (Ministério Público Federal) fiscalizava os assentamentos no Estado. Ao menos 30% dos lotes são habitados de modo irregular, segundo o órgão.

Raquel dos Santos, uma das líderes da CUT, disse que as entidades ligadas aos sem-terra já enviaram comunicados ao governo federal e ao Incra nacional, mas até agora nenhuma autoridade oficial respondeu o questionamento, no caso, a data da nomeação do novo superintendente.

A dirigente disse que o protesto vai durar até que as autoridades atendam a solicitação das entidades. Ela informou que mais famílias devem se juntar ao movimento até a tarde desta segunda-feira.

Protesto igual ao que acontece em Campo Grande é feito também em Dourados e na fazenda Itamarati, onde fica o maior assentamento do Estado.

Ao menos 360 membros dos MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) ocupavam desde a manhã de segunda-feira o prédio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no centro de Campo Grande. (Colaborou Celso Bejarano)