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MPF quer saber se estrutura de proteção de ponte teria sido destruída por choque anterior

O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul (MPF/MS) instaurou um Inquérito Civil para apurar a colisão entre um empurrador de barcaças e um pilar da ponte sobre o rio Paraguai, na BR 262, entre Miranda e Corumbá, no pantanal de Mato Grosso do Sul. A ponte é a única ligação terrestre de Corumbá […]

Arquivo Publicado em 13/05/2011, às 20h55

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O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul (MPF/MS) instaurou um Inquérito Civil para apurar a colisão entre um empurrador de barcaças e um pilar da ponte sobre o rio Paraguai, na BR 262, entre Miranda e Corumbá, no pantanal de Mato Grosso do Sul. A ponte é a única ligação terrestre de Corumbá com o resto do país. O acidente aconteceu no último domingo (8) e isolou a cidade por seis horas.


Um empurrador de bandeira paraguaia que transportava 16 barcaças de farelo de soja bateu no pilar central da ponte, provocando sua interdição. No dia seguinte, o trânsito foi parcialmente liberado para veículos de passeio. Caminhões com mais de 3 eixos devem circular a uma distância mínima entre eles de 100 metros. O tráfego de caminhões com minério de ferro, principal produto da região, continua proibido.


Além de apurar o acidente, o inquérito tem o objetivo de investigar possíveis prejuízos causados à região. O MPF pede esclarecimentos ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), à Concessionária da ponte e à Capitania dos Portos sobre as medidas que estão sendo tomadas para sanar o dano e impedir que acidentes similares ocorram novamente.


O DNIT e a Concessionária da Ponte também devem informar sobre a ausência de estruturas de concreto para proteção nos pilares da ponte, destruído a partir de uma colisão anterior de embarcação, que teria sido noticiada aos órgãos responsáveis pela Capitania dos Portos, sem que medidas para solucionar o problema fossem tomadas.


Os órgãos oficiados têm dez dias para responder ao Ministério Público Federal.

Jornal Midiamax