Geral

MP acompanhará investigação sobre aluno que atirou em professora

O Ministério Público designou nesta sexta-feira um promotor de Justiça Criminal para acompanhar as investigações sobre o estudante de 10 anos que atirou em uma professora na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão e se matou. O promotor de Justiça Criminal de São Caetano do Sul, Newton José de Oliveira Dantas, foi escolhido para acompanhar […]

Arquivo Publicado em 24/09/2011, às 00h25

None

O Ministério Público designou nesta sexta-feira um promotor de Justiça Criminal para acompanhar as investigações sobre o estudante de 10 anos que atirou em uma professora na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão e se matou. O promotor de Justiça Criminal de São Caetano do Sul, Newton José de Oliveira Dantas, foi escolhido para acompanhar o caso.

A polícia deve ouvir nos próximos dias o pai do aluno, o guarda civil metropolitano Milton Evangelista Nogueira. A principal linha de investigação vai tentar desvendar se houve omissão de sua parte, já que a arma usada pertencia a ele. De acordo com Milton, ela estava guardada na parte de cima de um armário da casa onde eles moravam.

No entanto, a delegada responsável pela investigação, Lucy Fernandes, do 3º DP de São Caetano, não acredita que o pai do aluno seja responsabilizado pelo crime. “Esse tipo de omissão pode ser considerado, mas na minha concepção não foi esse o caso. Responsabilizar o pai pelo crime eu acho difícil, mas não é impossível”, disse.

Segundo o Boletim de Ocorrência, Milton teria sentido falta da arma ainda na parte da manhã. Ao procurar o revólver, o guarda foi até a escola questionar os dois filhos se eles teriam visto o revólver. Os dois negaram.

Segundo a delegada, Milton pode ser beneficiado com o perdão judicial, dado a quem já teve um sofrimento maior do que qualquer tipo de pena aplicável pelo sistema judicial. Ela disse que não colheu ainda um depoimento formal do pai. Informalmente, a delegada disse que o guarda civil afirmou não ter explicações do ocorrido e disse ter chegado a segurar a mochila onde o revólver estaria sendo transportado para a escola. Será aguardado o pai estar em estado emocional apropriado para depor.

A professora vítima dos disparos deve ser ouvida na segunda-feira. “Eu iria começar ouvindo a professora, mas entramos em contato com o Hospital das Clínicas e ela não está em condições de conversar agora. Provavelmente não tomaremos esse depoimento hoje”, disse. A polícia espera ouvir os alunos na própria Escola Alcina Dantas Feijão. Segundo a chefe da investigação, a decisão é para poupar as crianças de um ambiente de delegacia.

O crime aconteceu na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, no bairro Mauá, por volta das 15h50. O aluno do 4º ano disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, dentro da sala de aula, que era ocupada por 25 alunos. Em seguida, segundo testemunhas, o aluno se retirou da sala de aula e disparou contra a própria cabeça. O garoto chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A professora foi transferida para um quarto do instituto central do Hospital das Clinicas, em São Paulo, por volta das 12h de hoje. Rosileide havia sido internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) após passar por uma cirurgia para a retirada da bala. Ela está consciente e seu quadro é estável.

Jornal Midiamax