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Marchas da Liberdade e das Vagabundas se unem em SC

Cerca de 300 jovens fecharam a principal avenida de Florianópolis na tarde deste sábado durante a Marcha da Liberdade. Os manifestantes ainda realizaram uma “vigília” diante da residência oficial do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD). O grupo se reuniu na avenida Beira Mar Norte no início da tarde. Em Florianópolis, as marchas da […]

Arquivo Publicado em 18/06/2011, às 21h07

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Cerca de 300 jovens fecharam a principal avenida de Florianópolis na tarde deste sábado durante a Marcha da Liberdade. Os manifestantes ainda realizaram uma “vigília” diante da residência oficial do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD).

O grupo se reuniu na avenida Beira Mar Norte no início da tarde. Em Florianópolis, as marchas da Liberdade e das Vagabundas foram realizadas simultaneamente.

Muitos jovens estavam fantasiados e carregavam cartazes durante toda a marcha. Os manifestantes bloquearam totalmente o trânsito na avenida, o que gerou muita tensão com a Polícia Militar. Três viaturas e um helicóptero chegaram a acompanhar o trajeto dos jovens.

No meio percurso, os organizadores das duas marchas optaram por se transferirem para apenas uma pista. Ao final do percursos, os participantes decidiram prolongar o ato e seguiram para a Casa d’Agronômica, residência oficial do governador catarinense. A PM impediu que os jovens permanecessem na portaria, o que gerou mais tensão entre organizadores e militares.

A Marcha da Liberdade vem sendo realizada simultaneamente em várias cidades brasileiras. Já a chamada Marcha das Vagabundas, que em Santa Catarina é coordenada por um grupo de estudantes de Ciências Sociais, vem ocorrendo como forma de protesto contra um policial canadense, que afirmou que as roupas usadas por determinadas mulheres facilitaria a ocorrência de casos de violência sexual.

“Esse ato vem como um protesto contra o argumento usado para culpar as mulheres pelos casos de estupro. Estamos aliadas à Marcha da Liberdade por entender que podemos usamos nosso corpo e ter nossas opções de vida e de expressão”, disse uma das organizadoras da Marcha das Vagabundas, a estudante Ana Paula Boscatti. “Mais do isso é um ato para acabarmos com alguns paradigmas”.

A Marcha da Liberdade acontece neste sábado em 40 cidades do País, após a repressão, em diversos Estados, da Marcha da Maconha, que pedia a legalização do entorpecente. Agora, os participantes comemoram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira, de liberar a realização de manifestos em prol da descriminalização de droga.

Jornal Midiamax