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Lojistas da capital aproveitam troca de presentes para realizar novas vendas

Muitos lojistas de Campo Grande não superaram as expectativas das vendas de Natal em relação ao ano passado. A orientação aos funcionários é para que a troca de presentes se torne motivo para novas vendas.

Arquivo Publicado em 26/12/2011, às 14h10

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Muitos lojistas de Campo Grande não superaram as expectativas das vendas de Natal em relação ao ano passado. A orientação aos funcionários é para que a troca de presentes se torne motivo para novas vendas.

Para muitos lojistas de Campo Grande as vendas do Natal não superaram as expectativas em relação ao ano passado, então a orientação dada aos funcionários é que a troca de presentes se torne um motivo a mais para realizar a chamada “Pós Venda”.

“Estou completando o meu 36° ano como gerente em uma época natalina e, em 2011, as vendas foram 10% menores em relação a 2010. Para atingir a meta mensal, orientamos a nossa equipe a questionar se faltou presente para alguém, informar que a coleção nova chegou e que estamos em um período de promoções. No ano passado, percebemos que o movimento era de 700 pessoas ao dia no período e hoje não passa de 500” afirma o gerente de uma rede de lojas de roupas e sapatos em MS, Carim Bahmad.

Estudioso da economia e do comportamento campo-grandense, Bahmad afirma que a diminuição nas vendas se deve ao aumento dos amigos ocultos nas empresas e nas casas, além da falta de indústrias e do grande percentual de pessoas movidas ao funcionalismo público.

“Não atingimos nem 80% da cota diária neste período e os clientes que chegavam já informavam que a sua compra seria de até R$50 por se tratar de um amigo oculto, com exceção dos clientes que traziam toda a família para presentear. O pagamento dos funcionários públicos, por exemplo, já veio sendo pago ao decorrer do ano, por isso nossas vendas diminuíram bastante”, conta o gerente.

Clientes aproveitaram 13° para quitar dívidas no comércio, afirma gerente

Gerente rede de cinco lojas de sapatos na capital, Kássia Ramos, 31 anos, conta que apesar das vendas do período serem 10% menor em relação ao ano passado, os clientes antigos aproveitaram o 13° salário para quitar contas antigas.

“No período do Natal nós nos surpreendemos com o que aconteceu. Muitos clientes chegavam e pediam para quitar o que deviam no crediário e compravam, no máximo, um sapato barato para levar para casa. A venda maior mesmo foi somente no dia 24 de dezembro. Mas, como trabalhamos com mercadorias rotativas, temos muita sandálias de festas para o período de formatura, rasteirinhas para quem vai viajar para a praia e calçados infantis que vem com brinde, então a troca de sapatos também são destes clientes”, afirma Ramos.

Ao contrário da maioria dos lojistas, Eliane Nogueira, que trabalha a somente seis meses como gerente de uma loja de roupas na Avenida Calógeras, diz que o período é de comemoração nas vendas. “Com cinco funcionários extras, nós estamos muito felizes com o resultado nas vendas, eu ainda mais que me tornei gerente recentemente”, avalia Nogueira.

Com relação às trocas de roupas, Jaciana Maria, 32 anos, afirma que a opinião das filhas foi fundamental para ela voltar com a mercadoria na loja. “Comprei um vestido de R$50 e tinha até experimentado na loja. Mas, ao chegar em casa, minhas filhas disseram que estava muito justo e que não ficou bem, por isso voltei para trocar por outras peças. A opinião delas vale muito para mim”, finaliza Maria.

Jornal Midiamax