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Laudo técnico prevê 60% de perda na produção de soja em São Gabriel

O laudo técnico sobre os prejuízos da chuva na agricultura, elaborado pelo Sindicato Rural e os escritórios de planejamento e assistência técnica de São Gabriel do Oeste, aponta perda de 60% da produção de soja no município nesta safra, o que corresponde a mais de R$ 100 milhões. Prontos para colheita, 68,4 mil hectares de […]

Arquivo Publicado em 10/03/2011, às 19h18

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O laudo técnico sobre os prejuízos da chuva na agricultura, elaborado pelo Sindicato Rural e os escritórios de planejamento e assistência técnica de São Gabriel do Oeste, aponta perda de 60% da produção de soja no município nesta safra, o que corresponde a mais de R$ 100 milhões. Prontos para colheita, 68,4 mil hectares de soja foram danificados pela grande precipitação dos últimos dias, que ultrapassou os 400 milímetros em cerca de dez dias.

O número oficial é muito mais alto do que se havia estimado esta semana e preocupa ainda mais as autoridades do município. Com grande dependência agrícola, São Gabriel do Oeste deverá sentir o impacto dos prejuízos também em outras áreas, como o comércio, prestação de serviços e na arrecadação municipal. “Com a redução da movimentação econômica, o índice de participação do município no ICMS nos próximos anos cai”, explica o prefeito Sérgio Marcon.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, Júlio Bortolini, esta foi a primeira vez na história sojícola do município que as perdas por ações climáticas foram tão elevadas. “Tivemos problemas com doenças em 1995 e com ferrugem asiática em 2008, mas nada se compara ao que está acontecendo agora”, disse o presidente. Prontas para colheita, as plantas tiveram germinação e apodrecimento de grãos nas vagens e “as poucas áreas que puderam ser colhidas após esse período de chuvas, apresentaram grãos sem condições de utilização comercial”, aponta o laudo técnico.

Além dos prejuízos na agricultura, pontes e estradas municipais e estaduais também foram danificadas por conta do grande volume de chuva, prejudicando o transporte do grão já colhido para os armazéns. Em alguns casos, a produção colhida está sendo rejeitada pelos armazéns por comprometer o restante dos grãos já estocados.

Em menor extensão, as dificuldades também se estendem à pecuária. Algumas fazendas de pecuária, aponta Bortolini, estão impedidas de transportar aos frigoríficos o gado pronto para abate, por conta da queda de uma ponte sobre o Rio Coxim, no último domingo (6).

Jornal Midiamax