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Kalil cancela “bicho”, insinua entrega e fala em vergonha no Atlético-MG

A acachapante goleada por 6 a 1 sofrida para o Cruzeiro causou revolta ao presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil. Satisfeito até a partida deste domingo pela reação da equipe no segundo turno do Campeonato Brasileiro, quando escapou do rebaixamento para a Série B, o dirigente foi duro ao comentar a atuação dos jogadores e afirmou […]

Arquivo Publicado em 05/12/2011, às 01h47

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A acachapante goleada por 6 a 1 sofrida para o Cruzeiro causou revolta ao presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil. Satisfeito até a partida deste domingo pela reação da equipe no segundo turno do Campeonato Brasileiro, quando escapou do rebaixamento para a Série B, o dirigente foi duro ao comentar a atuação dos jogadores e afirmou que a premiação de um milhão de reais ao grupo pela fuga da degola não vai mais ocorrer.


“A torcida do Atlético não merece a vergonha que passou hoje. Eu cansei de prometer, de fazer. Eu tinha prometido um bicho de R$ 1 milhão pela permanência na Série A, que está sendo cancelado. Eu dei o bicho e acabo de tomar”, afirmou o mandatário em entrevista concedida depois do clássico à Rádio Itatiaia.


Para Kalil, os jogadores do Atlético-MG deram por encerrada a temporada do clube após a fuga do rebaixamento e acabaram demonstrando falta de vontade no clássico deste domingo, em Sete Lagoas.


“Fomos desmobilizados, fizemos festa durante a semana por termos saído do rebaixamento. Abandonamos o Campeonato Brasileiro depois do jogo contra o Botafogo, quando saímos do rebaixamento”, analisou o dirigente.


Com o mando de campo sendo do Cruzeiro, a torcida comemorou muito a goleada sobre o Atlético-MG e chegou até mesmo a gritar o nome de Cuca, técnico do rival, sugerindo que o time alvinegro estaria entregando o jogo. Para Kalil, esta opção não pode ser descartada.


“Dá a impressão, e até eu acho, que houve um acerto para entregar o jogo para o Cruzeiro, tamanha desmobilização e descompromisso. Eu me reuni com os jogadores e disse a eles que era o jogo mais importante da história do clube. Eu sou o mais envergonhado, não vou sair para a rua, pois tenho vergonha na cara”, concluiu o presidente atleticano.

Jornal Midiamax