O julgamento do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, acusado de corrupção e pela morte de manifestantes, foi adiado para 5 de setembro e as audiências acontecerão a portas fechadas, anunciou nesta segunda-feira o presidente do tribunal penal do Cairo, Ahmed Refaat.

O juiz disse ainda que Mubarak e o ex-ministro do Interior Habib el-Adli serão julgados conjuntamente em um único processo, como pediam os advogados dos familiares das vítimas.

Adli também é acusado pela morte de manifestantes. O julgamento dele foi retomado no domingo e também foi adiado para 5 de setembro.

O anúncio de que os dois homens serão julgados conjuntamente foi recebido com muita comemoração e aplausos dos advogados das famílias das vítimas, que gritaram “Alá akbar” (Deus é grande).

O juiz decidiu ainda acabar com a exibição na televisão das audiências para “preservar o interesse geral”.

As duas audiências do julgamento celebradas até o momento foram exibidas ao vivo pela televisão estatal, com grandeu audiência.

Mubarak compareceu, de maca, ao banco dos réus com os dois filhos, que permaneceram a seu lado e pareciam querer protegê-lo das câmeras, como durante a primeira audiência de 3 de agosto.