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Irmãos se acidentam em moto e morrem na saída de Campo Grande para Três Lagoas

O rapaz (20 anos) e a irmã (16) ficaram presos embaixo do ônibus. Foi preciso erguer o veículo para retirar os corpos.

Arquivo Publicado em 14/11/2011, às 21h45

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O rapaz (20 anos) e a irmã (16) ficaram presos embaixo do ônibus. Foi preciso erguer o veículo para retirar os corpos.

Os irmãos Cláudio Alexandre Esquivel Ozaki, de 20 anos, e Daiane Sinvel Esquivel, de 16, morreram no começo da noite desta segunda-feira (14) em um grave acidente na avenida Redentor, saída de Campo Grande para Três lagoas, próximo ao Garras (Grupo Armado de Repressão e Resgate a Assaltos Sequestros).


Eles seguiam em uma motocicleta Honda Titan que colidiu violentamente na laterial de um ônibus de transporte coletivo.


“De acordo com informações de testemunhas, a moto estava em alta velocidade. E pode ser que o condutor não tenha observado que o ônibus ia entrar neste trecho”, informou Heleno Marçola, capitão do Corpo de Bombeiros.


As duas vítimas morreram na hora e ficaram presas embaixo da roda traseira, do lado direito do ônibus. O veiculo de número 518 fazia o trajeto Vivendas do Parque- Shopping.

Cerca de 10 homens do Corpo de Bombeiros trabalharam na ocorrência e precisaram usar um equipamento especial conhecido como ‘desencarcerador’ para erguer o ônibus e retirar os corpos.


Avenida fechada


Com a gravidade do acidente, a avenida teve o trânsito totalmente fechado no sentido centro-bairro. Mesmo com o isolamento, centenas de curiosos se aproximavam para ver as cenas fortes.

Com o apoio do ‘desencarcerador’, a primeira a ser retirada foi a jovem Daiane. Em seguida, o irmão Cláudio.

As marcas da tragédia

“Tô totalmente abalado! Todo dia infelizmente acontece um acidente grave como esse. Pra mim, fica ainda mais difícil, já que tiro meu sustento com a minha moto”, contou o motoboy Flavio Pereira Coreto.

O rapaz lembrou que um dia antes de pegar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), há sete anos, viu uma mulher ser praticamente esmagada também, naquela ocasião, por um caminhão na região do Coronel Antonino.

“Tem que ter cautela sempre, senão a gente não consegue nem trabalhar mais vendo isso”.

Local do acidente

Enquanto curiosos continuavam observando o trabalho dos bombeiros, que durou aproximadamente uma hora e meia, a reportagem conversou com outro motociclista que trabalha nas imediações do acidente.

“A velocidade aqui é muito alta. Tem que ter algum redutor de velocidade neste pedaço. Já vi outras batidas desse mesmo jeito; e quase sempre presencio ainda freadas bruscas de motos ou carros quando algum veículo entra nesta pequena rotatória”, disse Ouranildes Nogueira, motorista de caminhão, mas que também anda de moto pela cidade.

No exato ponto do acidente, existe uma entrada que dá acesso à região, ou seja, ‘retornando’ para o bairro Noroeste ou Vivendas do Parque, por exemplo. Para quem não conhece o local, o ônibus seguia como se tivesse indo para o centro de Campo Grande e, depois, do contorno, estava voltando, em direção à Três Lagoas.  

Durante a remoção dos corpos, peritos da Polícia Civil já estavam no local para recolher pistas das possíveis causas do acidente.


Uma testemunha relatou ainda que viu ‘uma criança’ entre os dois ocupantes da moto, porém, o Corpo de Bombeiros desmentiu a informação.


Matéria editada às 19h44 para acréscimo de informações.

Jornal Midiamax