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Investimentos em inovação vão ser destaque da indústria em 2012, diz presidente da CNI

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, espera que o setor cresça cerca de 4% no ano que vem. Para este ano, ele prevê uma taxa menor que a do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, em torno de 2,4%. Para aumentar o volume de recursos disponíveis para investimentos industriais, […]

Arquivo Publicado em 02/12/2011, às 18h45

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O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, espera que o setor cresça cerca de 4% no ano que vem. Para este ano, ele prevê uma taxa menor que a do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, em torno de 2,4%. Para aumentar o volume de recursos disponíveis para investimentos industriais, porém, é preciso que o setor se modernize.


“A inovação é fundamental para dar às empresas brasileiras condições de competição”, disse ele, após encontro com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, na sede regional da CNI.


De acordo com Andrade, deverão ser criados pela CNI no país 22 institutos de inovação e tecnologia. Cada um atenderá a um ramo diferente, permitindo o acesso das empresas a modernos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento.


Andrade informou que a CNI irá contratar uma empresa de consultoria para avaliar o efeito das políticas públicas para a inovação, principalmente, nos segmentos das pequenas e médias empresas. Ele citou os dados da pesquisa divulgada hoje (2) pela entidade, que mostra que apenas 12% das empresas apontaram o desenvolvimento de novos produtos como objetivo principal dos investimentos deste ano. O levantamento mostrou que esse percentual deverá crescer para 20,9% em 2012.


O presidente da CNI manifestou ainda otimismo com as medidas do governo federal para desonerar o investimento no mercado de capitais, observando que “certamente, vão trazer recursos para a Bolsa de Valores e capitalizar as empresas brasileiras”. Essas medidas, além do corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), na opinião do líder empresarial , reforçam a confiança na superação da crise internacional.

Jornal Midiamax