Investigações sobre bebê que teria sido vendido toma novo rumo e envolve magia negra

A DEPCA (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente) está investigando o caso do bebê que teria sido vendido por R$ 500 pela mãe, Deborah Henrique da Silva Diez Soliz, de 40 anos, em Campo Grande. Nesta quarta-feira (7) já foram interrogadas a sobrinha, Voeni Henrique da Silva, 40 anos; a prima Regilene, […]
| 08/12/2011
- 01:30
Investigações sobre bebê que teria sido vendido toma novo rumo e envolve magia negra

A DEPCA (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente) está investigando o caso do bebê que teria sido vendido por R$ 500 pela mãe, Deborah Henrique da Silva Diez Soliz, de 40 anos, em Campo Grande. Nesta quarta-feira (7) já foram interrogadas a sobrinha, Voeni Henrique da Silva, 40 anos; a prima Regilene, a suposta compradora, Janete; e a mãe.

A criança nasceu no dia 29 de novembro e a mãe teve alta no dia posterior. Nesta terça-feira (6) à noite, arrependida, Deborah procurou a Depac Piratininga (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para denunciar a venda da criança, chamada de Maria Clara.

Na versão relatada à polícia, a mãe disse que entregou o bebê em troca de dinheiro e que a sobrinha Voeni foi quem intermediou a negociação. Mas de acordo com a delegada Regina Marcia Rodrigues, os familiares informaram que tratava-se de uma “armação” para proteger a criança e evitar uma tragédia maior.

Segundo ela, a faxineira Voeni contou que “armou” com a patroa, Janete, para fingir que ficaria com a recém-nascida para “salvá-la”, pois a mãe mexia com magia negra. Então, a Regilene é quem ficaria com a menina, já que Déborah não permitiria a doação se fosse para a prima.

Segundo informações da delegada, a mãe se arrependeu de ter doado a criança porque o seu marido ameaçou deixá-la e por isso fez a denúncia de venda. Os familiares disseram à delegada que Deborah trabalha como garota de programa e possui histórico de abortos, “serve o feto como alimento aos Deuses” contou.

Regina Marcia Rodrigues informou que Deborah não abortaria esta criança porque seus “guias espirituais”, avisaram que ela morreria se fizesse isso novamente, portanto, os familiares fizeram com que ela aceitasse doar o bebê. A delegada informou que no depoimento a Janete disse que apenas ofereceu dinheiro para ajudá-la, já que Deborah não poderia trabalhar durante o período de resguardo.

“Com esses depoimentos, o rumo da história muda completamente. Neste caso, a investigação com base no artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que imputa prometer ou efetivar a entrega de criança, mediante pagamento ou recompensa, passaria a instaurar outra definição. Se comprovar a tese dos familiares pode resultar até no arquivamento do caso”, explicou a delegada.

De acordo com a polícia, a recém-nascida não está em situação de risco e foi encaminhada para um dos familiares, que está com a guarda provisória. A DPCA tem a previsão de 30 dias para concluir o inquérito. No decorrer das investigações serão interrogados todos os envolvidos, o suposto pai e as testemunhas citadas.

Veja também

A página foi criada para dar mais transparência sobre publicidade eleitoral exibida por meio de todas as plataformas da empresa

Últimas notícias