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Incerteza na Itália derruba Bolsas europeias; Milão perde mais de 3%

Os mercados europeus despencaram nesta quarta-feira (8) devido à incerteza política na Itália e a dúvida se um novo governo conseguirá cumprir as reformas econômicas anunciadas e lidar com a dívida pública. Os juros pagos nos bônus italianos de 10 anos dispararam para mais de 7%, nível considerado insustentável, e que já obrigou Irlanda e […]

Arquivo Publicado em 09/11/2011, às 18h47

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Os mercados europeus despencaram nesta quarta-feira (8) devido à incerteza política na Itália e a dúvida se um novo governo conseguirá cumprir as reformas econômicas anunciadas e lidar com a dívida pública. Os juros pagos nos bônus italianos de 10 anos dispararam para mais de 7%, nível considerado insustentável, e que já obrigou Irlanda e Portugal a pedirem resgate econômico a autoridades europeias.


Nos últimos dias, a possibilidade de o premiê italiano, Silvio Berlusconi, renunciar havia dado confiança à Bolsa de Milão. Hoje, os indicadores financeiros foram contaminados pela incerteza sobre o futuro da Itália, onde ainda não sabe se após a saída de Berlusconi do poder será convocada eleição geral antecipada ou se assume um governo interino.









A Bolsa de Milão perdeu 3,78%. Em Paris, a queda foi de 2,17%. Frankfurt registrou baixa de 2,21% e Londres, de 1,92%.


Entre os papéis com as maiores perdas no dia na Itália estão a Lottomatica (loteria estatal), com queda de 7,62%, e as empresas ligadas à família Berlusconi, a Mediaset (-12,04%) e a Mediolanum (-4,08%). Os bancos Intesa SanPaolo e UniCredit, que têm alta exposição a bônus da dívida, caíram 4,25% e 6,81%, respectivamente.


Juros de bônus italianos disparam acima de 7%
Os custos de financiamento da Itália atingiram um ponto de ruptura hoje. Nem mesmo a promessa de renúncia de Berlusconi parece ter conseguido gerar otimismo sobre a capacidade de o país cumprir as reformas econômicas anunciadas.


Os juros pagos nos bônus italianos de 10 anos dispararam para mais de 7%, nível considerado insustentável, e que obrigou a Irlanda e Portugal a pedirem o resgate econômico às autoridades europeias.


Esses países foram obrigados a buscar ajuda financeira da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) quando seus custos de financiamento atingiram níveis similares.


Isso reflete o temor de que os investidores não recebam seu dinheiro de volta. Essa preocupação também apareceu no custo de proteger a dívida italiana contra moratória.


O prêmio de risco italiano, medido a partir do diferencial entre o bônus nacional para dez anos e o alemão de mesmo prazo, chegou nesta quarta às 8h28 (de Brasília) aos 546,2 pontos básicos, recorde histórico na Itália desde a criação do euro.


Por meio de um teste de estresse, o Banco da Itália garantiu na semana passada que tem condições de enfrentar uma dívida pública com juros de até 8% durante os próximos dois anos e com a economia estagnada.


Com informações da Reuters e da Efe

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