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Impasse: MP pede a suspensão das obras de instalação de “dogueiros” na Capital

O “não vai e não fica” começou no último dia 8 de agosto após reunião que decidiu pela instalação do “lanchódromo” no Horto Florestal

Arquivo Publicado em 24/09/2011, às 00h52

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O “não vai e não fica” começou no último dia 8 de agosto após reunião que decidiu pela instalação do “lanchódromo” no Horto Florestal

A promotora da 42ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Andréia Cristina Peres da Silva entrou com pedido de recomendação nesta quinta-feira (22) para que sejam paralisadas as obras de instalação de “dogueiros” na Praça Bernadino da Silva (Praça Aquidauana), na Capital.

A promotora pede que a prefeitura fiscalize o cumprimento das normas e suspenda as obras. Os moradores da região denunciam que árvores estão sendo retiradas para a instalação do “lanchódromo”.

No dia 13 de setembro de 2011 foi instaurado Inquérito Civil para investigar a regularidade da instalação dos vendedores.

“Não vai e não fica”

O “não vai e não fica” começou no último dia 8 de agosto após reunião entre a Amval (Associação Municipal dos Vendedores de Lanches), prefeito Nelsinho Trad, Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e Sebrae que decidiram que o “lanchódromo” seria instalado na pista da antiga pista de bicicross do Horto Florestal.

Vinte e dois pontos de venda, que ficavam entre a Rua José Antônio e o Parque das Nações Indígenas foram retirados por conta da revitalização da avenida Afonso Pena.

Imediatamente, houve reação. O Formads (Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) divulgou nota à imprensa questionando os impactos ambientais da medida. A entidade pedia o estudo de impactos e a consulta junto aos moradores.

No último dia 15 deste mês a prefeitura iniciou as obras na Praça Aquidauana para a instalação do ponto de venda. Depois, no dia 18, aproximadamente 30 moradores protestaram contra os “dogueiros” no local.

Além da denúncia em relação as árvores, os moradores reclamam que serão incomodados com barulho de som automotivo e aglomeração em geral. Foi reunida mais de 200 assinaturas de populares das proximidades.

Um dia depois o vereador Alex do PT sugeriu que os vendedores fossem levados para a Orla Morena. Em contrapartida, a Associação Amigos da Orla Morena, se posicionou contra a venda de lanches na região.

“A vinda deles traria muita coisa para cá, como por exemplo, pessoas com carro de som. Nada aqui funciona até a madrugada, mas carrinhos de lanche ficam abertos até de manhã, o que traria mais problemas para a região, que já sofre com algumas pessoas que colocam o som alto”.

De acordo com Emerson do Nascimento presidente da Amval, os traillers geram 200 empregos diretos e outros 300 indiretos

Jornal Midiamax