Forças sírias dispararam metralhadoras pesadas em um bairro residencial no centro da cidade de Homs neste sábado (20), após protestos contra o presidente Bashar al-Assad, que enfrenta o crescente isolamento mundial por sua repressão à agitação popular, que já dura cinco meses.

Moradores disseram que helicópteros militares voaram sobre a cidade durante a madrugada e que os telefones fixos e a energia elétrica foram cortados na sexta-feira, depois de manifestações onde uma multidão acenou com sapatos na mão em sinal de desprezo por Assad.

“Bye-bye Bashar. Vejo você em Haia”, gritavam os manifestantes, referindo-se ao Tribunal Internacional de Justiça, com sede em Haia, Holanda. “Queremos vingança contra Maher e Bashar”, gritavam outros, referindo-se ao líder sírio e seu irmão, um influente comandante militar acusado por diplomatas e residentes de atacar cidades e reprimir protestos pró-democracia.

Ativistas disseram que as forças sírias também mataram dois civis em ataques surpresa na cidade de Rastan, ao norte de Homs, neste sábado. A União de Coordenação da Revolução, organização de ativistas sírios, disse que um homem foi morto em al Hirakm, na província de Deraa, quando as forças de segurança dispararam contra um funeral.